Diário de São Paulo
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Tecnologia no esporte

Atleta ucraniano usa ChatGPT como treinador e conquista prata no biatlo nas Paralimpíadas de Inverno

Maksym Murashkovskyi revelou que utilizou inteligência artificial como parte do treinamento, apoio psicológico e estratégia esportiva durante a preparação para os Jogos.

O atleta ucraniano Maksym Murashkovskyi revelou ter usado o ChatGPT como parte do treinamento antes de conquistar a prata no biatlo paralímpico. - Imagem: Reprodução
O atleta ucraniano Maksym Murashkovskyi revelou ter usado o ChatGPT como parte do treinamento antes de conquistar a prata no biatlo paralímpico. - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 10/03/2026, às 13h05


O atleta ucraniano Maksym Murashkovskyi conquistou a medalha de prata no biatlo nas Paralimpíadas de Inverno de 2026, destacando o uso do ChatGPT como ferramenta essencial em seu treinamento, que incluiu elaboração de treinos e suporte psicológico.

Murashkovskyi revelou que a inteligência artificial foi parte significativa de seu planejamento esportivo, contribuindo com estratégias e acompanhamento mental, enquanto continuou a treinar com técnicos humanos.

O uso crescente de inteligência artificial no esporte de alto rendimento, como demonstrado pelo atleta, sugere que essa tecnologia pode se tornar uma aliada importante na preparação de atletas nos próximos anos.

A preparação de um atleta de alto rendimento ganhou um aliado inesperado nas Paralimpíadas de Inverno de 2026. O ucraniano Maksym Murashkovskyi conquistou a medalha de prata no biatlo e chamou atenção ao revelar que utilizou o ChatGPT como parte de seu treinamento.

Segundo o atleta, a inteligência artificial foi utilizada durante os últimos seis meses de preparação para os Jogos, realizados na Itália, ajudando na elaboração de treinos, na motivação psicológica e até em orientações relacionadas à saúde.

“Eu o usei como psicólogo, treinador e, às vezes, até como médico”, afirmou Murashkovskyi após subir ao pódio.

O atleta explicou que a ferramenta teve participação significativa em seu planejamento esportivo, contribuindo com estratégias de treino e acompanhamento da preparação mental.

“Ele fez parte de metade do meu plano de treinamento. Foi uma parte enorme de toda a minha preparação. Eu realmente acredito nisso. É uma tecnologia revolucionária”, disse.

Treinamento híbrido
Apesar do uso da inteligência artificial, Murashkovskyi ressaltou que continuou treinando com técnicos humanos durante a preparação. No entanto, decidiu incluir a tecnologia para complementar o processo nos meses que antecederam a competição.

O biatlo paralímpico combina esqui cross-country com tiro esportivo e exige alto nível de resistência física, concentração e estratégia. Nesse contexto, o atleta buscou na IA uma ferramenta para aprimorar sua preparação técnica e mental.

IA além do esporte
O ucraniano também afirmou que utiliza inteligência artificial em outras áreas da vida, como estudo de idiomas e aprofundamento em temas acadêmicos, incluindo química e biologia.

Segundo ele, a tecnologia pode ser usada tanto para fins positivos quanto negativos, dependendo da forma como é aplicada.

“Infelizmente vemos a tecnologia sendo usada em áreas ruins, como na esfera militar. Mas, assim como na química ou na biologia, tudo depende de como as pessoas utilizam”, afirmou.

Tendência no esporte
O caso de Murashkovskyi chama atenção para o crescente uso de ferramentas digitais e inteligência artificial no esporte de alto rendimento. Atletas e equipes têm recorrido cada vez mais a análises de dados, softwares de monitoramento físico e sistemas de planejamento estratégico para melhorar desempenho.

A experiência do atleta ucraniano sugere que a inteligência artificial pode se tornar uma aliada ainda mais presente na preparação esportiva nos próximos anos.


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