A Arena da Baixada não vai receber público para o duelo entre Athletico e Peñarol, nesta quinta-feira, 21h30, pelo jogo de volta da semifinal da Copa

Redação Publicado em 30/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h36
A Arena da Baixada não vai receber público para o duelo entre Athletico e Peñarol, nesta quinta-feira, 21h30, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. O Furacão entrou com um agravo de instrumento na 6ª Câmara Cível do Estado e conseguiu reverter a decisão que liberava a presença de seis torcedores para a partida.
O desembargador Renato Lopes de Paiva decidiu beneficiar o clube por entender que a vontade dos torcedores não pode passar por cima das preocupações impostas pela pandemia. Ele também considerou que os seis sócios não têm legitimidade para falar em nome da torcida e explicou que não haveria tempo hábil para garantir a segurança e a organização para a partida.
– O direito dos associados de acompanharem a partida no próprio estádio não pode, em teoria, se sobrepor às regras de organização e segurança coletivas impostas em decorrência da pandemia da COVID-19, especialmente quando devem ser implementadas em poucas horas – escreveu o desembargador na decisão.
O Athletico foi o único que votou contra a reabertura das arquibancadas no Conselho Técnico de clubes da Série A a partir da 23ª rodada do Brasileiro. Mesmo assim, o Furacão vai convocar uma reunião do Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira para decidir sobre a volta ou não da torcida na Arena da Baixada. O presidente Mario Celso Petraglia já deixou claro que, por ele, o público só voltará para a Arena da Baixada quando a pandemia estiver controlada.
– Pedi para o presidente do Conselho convocar uma reunião para ouvir todos os conselheiros e não ter uma decisão monocrática. E que todos saibam quanto vai custar abrir o estádio durante a pandemia. Porque, com 5 mil, não cobriremos nem o número de sócios que temos com direito de ir ao estádio sem pagar o ingresso – disse Petraglia, ao ge.

Athletico Peñarol — Foto: Staff Images/Conmebol
Uma das preocupações de Petraglia está com os custos, que segundo ele podem ser mais de R$ 200 mil por jogo:
– Não teremos bilheteria, não teremos alimentos e bebidas, e teremos todos os custos. Então, para não parecer uma decisão monocrática minha, nós iremos ouvir o Conselho. E também ouviremos como eles poderão ajudar, o conselho ajudar a pagar essa conta – completou.
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Globo Esporte
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