A vitória de 1 a 0 do Corinthians sobre o Fortaleza, neste domingo, na Neo Química Arena, não refletiu muito bem o que foi visto em campo. Mas é possível

Redação Publicado em 02/05/2022, às 00h00 - Atualizado às 10h25
A vitória de 1 a 0 do Corinthians sobre o Fortaleza, neste domingo, na Neo Química Arena, não refletiu muito bem o que foi visto em campo. Mas é possível contar com a sorte ou com um gol contra para conquistar três pontos. O que ficou de positivo para o Timão foi outro ponto: Vítor Pereira sabe o que tem em mãos.
O Timão foi controlado pelo Fortaleza no primeiro tempo. O Tricolor foi a campo com uma linha de três zagueiros, tendo Yago Pikachu e Juninho Capixaba como peças fundamentais para travar o Corinthians. Os dois alas recuavam para segurar Willian e Piton e avançavam para ter superioridade numérica na frente.
Pressionando com maior número na frente e se fechando bem atrás quando atacado, foi o Fortaleza quem criou as melhores chances. Os visitantes terminaram a primeira etapa com 12 finalizações, contra uma dos mandantes. Mas Vítor Pereira viu isso.

Vítor Pereira em Corinthians x Fortaleza — Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Observando o domínio visitante, o treinador português sacou Renato Augusto e colocou Raul Gustavo. Com isso, o Timão passou a quase espelhar a formação do Fortaleza com uma linha de três defensiva.
No papel, o Corinthians ficou formado em um 3-4-3. Gil era o zagueiro pela direita, João Victor pelo meio e Raul Gustavo na esquerda. Defensivamente, a mudança fez muito efeito, e o Fortaleza deixou de levar perigo para Cássio.
– (A mudança) Foi no sentido de simplificarmos mais o nosso jogo, alargarmos mais e controlarmos melhor o adversário no sentido de largura, levarmos os homens da frente para pressionar mais alto os zagueiros deles – explicou Vítor Pereira.

Time do Corinthians posado antes do jogo contra o Fortaleza — Foto: Marcos Ribolli
A partir de um efeito cascata, dar maior liberdade aos laterais causou a mesma reação no restante do time. Willian e Róger Guedes buscaram triangulações e exploraram os espaço para puxar para o meio ou arrancar pela linha de fundo, a partir do movimento que os alas corintianos faziam. Foi depois da mudança que o Corinthians chegou ao gol. Róger Guedes bateu escanteio curto, Maycon mandou na área, Matheus Jussa fez contra.
As entradas de Jô no lugar de Júnior Moraes e de Gustavo Mantuan no Róger Guedes quase renderam um placar maior. Em pressão feita no campo de ataque, Mantuan tabelou com o centroavante e saiu cara a cara com o goleiro, mas perdeu o gol.

Willian avança com a bola em Corinthians x Fortaleza — Foto: Marcos Ribolli
Fora isso, a análise pode ser comprometida pelo ritmo frenético que o Corinthians vem enfrentando e vai continuar enfrentando neste mês de maio. Nesta quarta-feira, o Timão vai à Colômbia enfrentar o Deportivo Cali, pela Libertadores.
– Acho que foi um segundo tempo mais controlado, simples, não foi aquele jogo brilhante, de circularmos. Já vi que esse campeonato não é fácil, qualquer equipe pode criar problemas, é boa essa equipe do Fortaleza – disse o treinador.
– Acabei o jogo, amanhã já vamos viajar, está louco, o calendário não nos permite respirar um bocadinho. Ganhamos, vamos desfrutar um bocadinho… Não! Já vamos pensar no jogo contra o Cali.
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G1
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