O casal e a marca Maria’s Baby viraram réus após pedido de indenização

Vitória Tedeschi Publicado em 13/05/2023, às 12h17
O casal de celebridades Virgínia Fonseca e Zé Felipe e sua marca de cosméticos infantis, Maria's Baby, tornaram-se réus em uma ação judicial de "dissolução parcial de sociedade", quando um dos sócios se desliga sem que a empresa deixe de existir.
Na ocasião, a empresa VS LAB Comércio, que está no centro da disputa, também incluiu o empresário Willian Silva Passarinho como réu no processo.
De acordo com a coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles, que teve acesso aos autos do processo, a empresa alega que existiu uma parceria entre as partes, que foi mal gerida, e busca o reconhecimento e dissolução desta.
Além disso, a autora também solicita a condenação dos mencionados acima por danos materiais, que é quando existe um prejuízo no patrimônio da pessoa, ou seja, perda de bens ou coisas que tenham valor econômico.
Tudo teria começado quando, em junho de 2022, as partes do processo conversaram e combinaram de constituir uma sociedade que levaria os nomes das filhas de Virgínia e de Zé Felipe com o objetivo de vender produtos de higiene para o público infantil.
A empresa alegou ter cumprido com todos os seus deveres dentro do esperado na parceria que estava se formando: desenvolveu os protótipos dos produtos, os levou até Virginia, criou o nome da marca e a apresentou para os demais sócios.
O que havia sido acordado no início foi que a influenciadora, Zé Felipe e Willian fariam os investimentos de capital, enquanto ela entraria com o trabalho.
Entretanto, a situação começou a desandar quando o empresário Willian solicitou que a VS LAB cedesse gratuitamente 20% de suas ações para Jussara Fagionato, que é sua esposa.
Os problemas se agravaram com o lançamento apressado da marca, devido à gravidez de Virgínia, e com a entrada da VS LAB em dois processos judiciais, levando à decisão de que a empresa deveria se retirar da sociedade. Apesar disso, foi acordado que a retirada seria apenas simbólica, preservando todos os seus direitos e obrigações.
Entretanto, com a VS LAB fora do contrato, Willian assumiu como único administrador, contratou outra pessoa para gerir a empresa e distanciou a VS LAB das funções da empresa. Como resultado, a empresa alega ter sido alvo de desrespeito por parte dos funcionários.
Em suma, ainda de acordo com a coluna, por meio de um estudo de mercado, chegou-se à conclusão de que a marca vale aproximadamente R$ 70 milhões. Desse montante, R$ 14 milhões seriam da VS LAB e esse foi o valor oferecido aos demais sócios para a venda. Depois, foram oferecidos R$ 6 milhões, montante que também não foi aceito.
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