Atualmente, a enfrenta críticas nos EUA e França sobre impacto na saúde mental de adolescentes

por Marina Milani
Publicado em 11/04/2024, às 08h36
A Meta, empresa controladora da rede social Instagram, revelou nesta quinta-feira (11) novas iniciativas visando proteger os jovens de chantagens envolvendo fotos íntimas, em meio a crescentes preocupações com a segurança dos menores na internet, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.
Uma das medidas anunciadas é a implementação, nos próximos meses, de um "controlador de nudez" por padrão para contas de usuários menores de idade. Esse recurso desfocará automaticamente imagens de teor sexual enviadas por mensagens diretas no Instagram, além de limitar as interações entre jovens usuários e contas identificadas como potenciais chantagistas.
Capucine Tuffier, responsável pela proteção infantil na Meta France, explicou que essa medida visa evitar que o destinatário seja exposto involuntariamente a conteúdo íntimo, dando-lhe a opção de visualizar ou não a imagem.
Além disso, a Meta enviará mensagens educativas sobre a chantagem sexual com fotos, tanto para o remetente quanto para o destinatário das imagens, alertando sobre os riscos de compartilhar esse tipo de conteúdo sensível, que pode ser utilizado de maneira maliciosa.
A empresa também utilizará ferramentas de inteligência artificial para identificar contas potencialmente envolvidas em chantagem sexual. Essas contas terão suas interações com menores drasticamente limitadas, como a impossibilidade de enviar mensagens privadas a usuários menores, restrição de acesso à lista de seguidores e ocultação dos perfis dos menores nas pesquisas.
Adicionalmente, a Meta fornecerá suporte aos jovens que entrarem em contato com potenciais chantagistas, direcionando-os para um site dedicado ao tema, o "Stop Sextortion", e disponibilizando uma linha telefônica de apoio em parceria com organizações.
Essas medidas serão inicialmente testadas em países da América Central e Latina a partir de maio, antes de serem implementadas globalmente. A Meta já havia anunciado, em janeiro, uma série de medidas para melhorar a proteção dos usuários jovens, incluindo a necessidade de autorização explícita dos pais para determinadas ações na plataforma.
A empresa enfrenta críticas nos Estados Unidos e na França em relação ao impacto negativo na saúde mental dos adolescentes, o que levou a Comissão Europeia a iniciar investigações sobre as políticas de proteção de menores em plataformas como Instagram, Snapchat, TikTok e YouTube.
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