O funkeiro foi morto a tiros enquanto fazia um show em Campinas (SP)

Vitória Tedeschi Publicado em 07/07/2023, às 12h17
Há 10 anos, Daniel Pedreira Sena Pellegrini, mais conhecido como MC Daleste, era atingido por dois tiros enquanto se apresentava para cerca de 5 mil pessoas em Campinas (SP).
O primeiro disparo atingiu ele de raspão na altura do braço, já o segundo, foi direto no tórax e causou sua morte, aos 20 anos. O crime ocorreu em 6 de julho de 2013, e o músico morreu na madrugada seguinte, 7 de julho, no Hospital de Paulínia.
O funkeiro estava no auge da carreira, lançando um hit atrás de outro, como "Mina de Vermelho", "Mais Amor, Menos Recalque" e "Bonde dos Menor". "Recém-estourado" nas mídias, o artista era um dos mais requisitados em bailes funk.
A polícia realizou a reconstituição do crime na semana seguinte à morte. Na ocasião, a perícia determinou que:
Apesar disso, dentre diversas hipóteses e falsa denúncias, as investigações sobre o caso do funkeiro foram encerradas em junho de 2016 sem nenhuma prova e até hoje, ninguém foi preso pelo crime.
Vale citar que, de acordo com o R7, em agosto do mesmo ano, o MP pediu a reabertura do caso após receber, da advogada da família de Daleste na época, Patrícia Vega, conversas entre integrantes da equipe do cantor que conheciam o real motivo do crime.
A Record TV teve acesso a esses áudios, que remetem à principal suspeita da motivação do crime: a vítima teria realmente se envolvido com a mulher de um traficante.
Em um dos trechos é possível ouvir: "Todas as amigas da menina sabem que o Daleste ia lá e ficava com ela. E aí o traficante foi, se apaixonou por ela. Tirou ela da zona, deu casa, deu carro, deu tudo. Só que o Daleste continuou conversando com ela escondido".
O promotor do caso, Ricardo Silvares, contou ao R7 que, de fato, já havia essa suspeita principal, que foi reforçada pelos áudios. No entanto, ele ressalta que as gravações, sozinhas, não são comprovações suficientes. "Era uma prova de ouvi dizer", comenta. Por isso, as investigações foram encerradas novamente.
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