A menina foi identificada ainda bebê com uma mutação genética muito rara

Nathalia Jesus Publicado em 14/12/2022, às 12h33
Com uma condição genética rara, uma menina de 11 anos que pesava 200 kg conseguiu na Justiça o direito de realizar uma cirurgia bariátrica.
Em junho, a criança foi diagnosticada com uma mutação que impede que os receptores cerebrais compreendam a sensação de saciedade após as refeições, o que provoca a obesidade precoce.
Para que a cirurgia fosse realizada pelo SUS, seria necessário que a menina tivesse 16 anos completos e tivesse correndo risco de vida. Por isso, a família procurou na Justiça o direito de realizar o único procedimento que poderia melhorar a qualidade de vida da criança e, com a ajuda do Conselho Tutelar e a Assistência Social de Irati, elas conseguiram.
A mãe da menina relatou que, antes da autorização para a cirurgia, a família tentou por nove anos buscar por diagnósticos certos e tratamentos para auxiliar na perda de peso da criança, mas nada surtiu o efeito desejado.
A mãe ainda ressaltou que os riscos da cirurgia, assim como evidenciou a Justiça, não eram maiores que os trazidos pela condição rara da garota e a obesidade.
"A gente sabe que não vai ser fácil, mas é uma vitória. Eu lutei muito, nós lutamos muito para estar aqui. [...] O que mais penso é que, depois da cirurgia e do medicamento, nós vamos ter uma vida normal, porque até hoje nossa vida foi muita privada, muito difícil", disse.
A cirurgia bariátrica foi realizada no dia 8 de dezembro, no Paraná. Ainda nãe existe previsão para que a garotinha receba alta do pós-operatório. Porém, de acordo com a mãe, é esperado que ela fique mais 50 dias no hospital e saia "totalmente recuperada".
A família relatou que, desde bebê, já haviam notado que a menina tinha problemas com sobrepeso e sofreu com essa condição ao longo de toda a infância, inclusive sendo vítima de bullying na escola. A mãe ainda relatou que era visível o avanço da mutação, uma vez que a menina não conseguia mais correr, andar e tomar banho.
No intuito de ajudar a filha a elevar sua qualidade de vida e voltar a ter uma rotina comum, a família procurou por nove anos a ajuda especializada, até que conseguiram realizar o procedimento.
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