A cantora deu mais detalhes sobre o caso em entrevista na última quinta-feira (30)

Thais Bueno Publicado em 31/03/2023, às 16h49
Na manhã da última quinta-feira (30), Claudia Leitte participou do programa 'Encontro', da TV Globo, apresentado por Patrícia Poeta e Manoel Soares. Durante sua entrevista, ela lembrou de um caso triste que passou quando ainda era apenas uma criança.
A cantora revelou que, quando tinha seus 8 anos de idade, muito antes de ser famosa, utilizava muito o transporte público para se locomover. Em uma dessas viagens, ela foi vítima de assédio sexual dentro de um ônibus, coisa que, segundo ela, acontecia com muita frequência.
O assunto veio à tona após o fato de que a atração iria receber, também na última quinta-feira (30), a vendedora Daiane Silva Costa, que gravou o momento em que foi assediada, também dentro de um ônibus, em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais (MG).
O criminoso estava tirando fotos da bunda da vítima. Ela percebeu e, furiosa, pegou o celular da mão dele, gritando com ele na frente dos outros passageiros. "Safado, cretino, assediador". A gravação rapidamente viralizou nas redes sociais.
No entanto, a moça estava sendo ameaçada de morte por conta da filmagem e, por sua própria segurança, não foi ao programa da TV Globo. Nisso, então, Patrícia Poeta perguntou se Claudia Leitte já tinha passado por alguma situação parecida.
"Eu já passei por isso no transporte público muitas vezes. Mas [o que aconteceu com] a minha mãe é uma cena que não sai da minha cabeça. Eu e a minha mãe no ônibus, ela me levava pra escola, tinha uma rotina. Eu via muitas coisas acontecendo. Mas uma, mesmo eu muito jovem nunca esqueci", iniciou a famosa.
"Ela me colocava sentada e ficava com as mãozinhas em torno de mim para me proteger. Geralmente, horário de rush, hora do almoço, saída de escola, uma movimentação muito grande dentro do ônibus, e minha mãe me protegendo".
"Um cara encheu o saco da minha mãe de modo muito intransigente, que me assustou profundamente e eu nunca me esqueci da expressão dele. Não bastasse todo aquele constrangimento, ele olhou para mim e disse: 'Chama ela aí'. Eu nunca me esqueci disso, eu morri de medo. Eu lembro o pavor que eu senti". continuou Leitte.
A artista, então, elogiou a coragem e a atitude de Daiane em gravar e publicar o vídeo nas redes sociais. Ela afirmou, ainda, que queria ter feito mais na época, mas era apenas uma criança e decidiu se esconder; porém, ressaltou que nunca irá esquecer o assédio.
"Muito embora eu veja isso com tristeza e indignação, eu acho que a gente tem sim que falar. A gente precisa se apoiar, a gente precisa cobrar, tem que ter punição. E precisa ser vista essa punição", declarou.
"É importante pelas mulheres de amanhã, eu era uma criança quando passei por isso com a minha mãe. Não é só desrespeitoso, é mais do que isso: é invasivo, é triste, dói. Me dá tremor na alma", finalizou a cantora.
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