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Cotas para PcD

USP anuncia cotas para pessoas com deficiência a partir de 2028

Medida atende legislação estadual e ainda passará por etapas internas antes da implementação

A iniciativa da USP visa ampliar o acesso de pessoas com deficiência ao ensino superior, promovendo inclusão nas universidades públicas - Imagem: Divulgação
A iniciativa da USP visa ampliar o acesso de pessoas com deficiência ao ensino superior, promovendo inclusão nas universidades públicas - Imagem: Divulgação

Letícia Sales Publicado em 28/04/2026, às 10h11


A Universidade de São Paulo (USP) anunciou que passará a adotar cotas para pessoas com deficiência (PcD) em seu vestibular a partir de 2028. A decisão segue uma lei estadual promulgada em julho de 2025, que determina a reserva de vagas em instituições públicas de ensino, incluindo universidades e escolas técnicas de São Paulo.

De acordo com a legislação, o percentual de vagas destinadas a PcDs deve refletir, no mínimo, a proporção desse grupo na população do estado, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Caso não sejam totalmente preenchidas, as vagas poderão ser redistribuídas entre os demais candidatos.

Para estruturar a implementação da política, a universidade instituiu um grupo de trabalho composto por representantes da Pró-Reitoria de Graduação, da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, além de especialistas e membros de coletivos de PcD da própria instituição.

O grupo terá um prazo de 120 dias para avaliar os aspectos legais, definir critérios de aplicação das cotas e elaborar uma proposta de resolução. O documento será analisado por instâncias internas, como câmaras acadêmicas e conselhos ligados à graduação e à inclusão.

Após essas etapas, a proposta seguirá para votação nos conselhos superiores da universidade. Se aprovada, será encaminhada ao Conselho Universitário, responsável pela decisão final. A expectativa é que todo o processo seja concluído até o primeiro semestre de 2027, garantindo tempo hábil para a adoção da política no vestibular de 2028.

A iniciativa representa um avanço nas políticas de inclusão no ensino superior paulista, ampliando o acesso de pessoas com deficiência às universidades públicas.


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