Fenômeno é o segundo a acontecer no ano e será o maior e mais brilhante, de acordo com os cientistas

Fernanda Viana Publicado em 13/07/2022, às 16h43
Nesta terça-feira por volta das 17h30 ficará visível o fenônemo da Superlua, que este mês recebe o nome de Lua dos Cervos. O fenômeno, que é o segundo deste ano, poderá ser visto sem o uso de equipamentos, dependendo somente da boa qualidade do céu na hora de sua aparição.
A primeira hora após o nascer é da lua é o melhor momento para observá-la, já que quanto mais próximo do horizonte maior é a impressão de que o satélite está gigante se comparado a referenciais terrestres, como prédios ou árvores.
Além disso, a superlua poderá exibir diferentes tonalidades nas primeiras horas de visibilidade, variando de tons amarelados, para alaranjados e vermelhos.
Tal evento acontece devido as influências gravitacionais que fazem com que a órbita da Lua ao redor da Terra não seja um círculo perfeito, mas, sim, uma elípse.
Assim, o satélite tem momentos em que está mais próximo do nosso planeta, cujo ponto exato de menor distância é o seu perigeu - cerca de 360 mil km -, e momentos em que se encontra mais distante, no seu apogeu - cerca de 400 mil km de distância.
Logo, uma Superlua acontece quando o satélite chega a sua fase cheia ao mesmo tempo em que coincide estar no seu perigeu - da mesma forma, uma microlua acontece quando a lua cheia se encontra no seu apogeu. Isso faz com que ela apareça até 15% maior e 30% mais brilhante no céu.
O termo Superlua dos Cervos tem origem no povo indígena norte-americano Aloquins. Para eles, o nome da lua não se refere ao dia em que ela ocorre, mas sim ao mês, e a escolhe se baseia em algum evento ou atividade marcante para a cultura.
De acordo com o site 'Old Farmer's Almanac' a Lua Cheia de julho é batizada de Lua dos Cervos por ser neste mês em que ocorre a troca de chifres de cervos machos.
Observátorios brasileiros farão eventos para destacar o fenômeno, com telescópios e orientações de astrônomos, como no Planetário do Rio de Janeiro (RJ) e o Observatório Municipal de Campinas Jean Nicolini (SP).
Sites ou aplicativos de astronomia - como Skywalk, Starchart, Sky Saari ou Stellarium - podem ajudar a descobrir o melhor horário para observação de acordo com a sua região, além de serem úteis para encontrar novos corpos celestes.
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