Greve abrange mais de 230 unidades de ensino em 18 estados e reivindica recomposição salarial e reestruturação de carreiras

por Marina Milani
Publicado em 01/04/2024, às 15h26
A partir de quarta-feira (3), servidores federais que atuam na área de educação darão início a uma greve nacional por tempo indeterminado, anunciada pelo Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Segundo o coordenador geral do Sinasefe, David Lobão, a paralisação contará com a adesão de mais de 230 unidades de ensino em pelo menos 18 unidades federativas.
A greve abrangerá professores e funcionários técnico-administrativos dos Institutos federais, além de outras instituições como o Colégio Pedro II, Instituto Nacional de Educação de Surdos e Instituto Benjamin Constant, bem como colégios e escolas federais vinculadas ao Ministério da Defesa.
Entre as principais reivindicações dos servidores está uma recomposição salarial que varia de 22,71% a 34,32%, dependendo da categoria, além da reestruturação das carreiras da área técnico-administrativa e de docentes. Eles também exigem a revogação de normas prejudiciais à educação federal aprovadas nos governos anteriores, bem como a recomposição do orçamento e o reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes.
A greve foi aprovada durante rodadas de assembleias realizadas desde o dia 18 de março em 29 seções sindicais e será nacional e por tempo indeterminado, conforme documento protocolado junto aos ministérios da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, da Defesa e da Educação, além do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), em 28 de março.
O Ministério da Gestão destacou que, em 2023, viabilizou reajuste linear de 9% para todos os servidores, além do aumento de 43,6% no auxílio-alimentação, fruto de negociação com as entidades representativas dos servidores federais. No entanto, o governo informou que as discussões sobre reajuste para 2024 estão em andamento.
Para a carreira de técnicos-administrativos educacionais, foi criado um grupo de trabalho pelos ministérios da Gestão e da Educação para tratar da reestruturação do plano de cargos. O relatório final desse grupo foi entregue à ministra Esther Dweck, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, no dia 27 de março, para subsidiar a proposta de reestruturação de carreira a ser apresentada na mesa de negociação.
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