O jornal britânico 'The Mirror' publicou neste sábado (15) que o gabinete do primeiro-ministro Boris Jonhson continuou a realizar um happy hour todas as

Redação Publicado em 16/01/2022, às 00h00 - Atualizado às 17h35
O jornal britânico ‘The Mirror’ publicou neste sábado (15) que o gabinete do primeiro-ministro Boris Jonhson continuou a realizar um happy hour todas as sextas-feiras mesmo durante os períodos de lockdown pela pandemia de coronavírus. A notícia se soma a outras revelações do gênero nos últimos dias, que colocam em xeque a permanência do premiê no cargo (entenda a crise do “partygate” mais abaixo).
A publicação afirma que os empregados do gabinete mantiveram a “tradição de longa data” de encerrar a semana com um momento de celebração regado a vinhos. Encontros como este, entretanto, estiveram proibidos no Reino Unido durante os picos de contaminações por Covid-19. O jornal acrescenta que os funcionários investiram em uma nova geladeira para manter as bebidas refrigeradas e que o primeiro-ministro estava ciente da realização das reuniões informais.
Um porta-voz de Downing Street, a residência oficial, indicou que uma investigação interna está em curso para apurar se Johnson e seus colaboradores infringiram as regras em vigor no país nas diferentes ocasiões e as quais, agora, o governo se vê acusado de ter violado.

Boris Johnson fala ao Parlamento britânico em 12 de janeiro de 2022 — Foto: Reuters TV
O “partygate” se transformou na pior crise do governo desde a chegada do conservador ao cargo, em julho de 2019. Na quarta-feira (12), Boris Johnson apresentou um pedido de desculpas ao Parlamento por ter participado de uma festa em maio de 2020, alegando que pensava que o encontro seria uma reunião de trabalho.
Desde então, entretanto, a lista de eventos inoportunos só aumentou, como uma festa ocorrida em Downing Street – sem a presença de Johnson – na véspera do enterro do príncipe Philip, em abril de 2021. Na ocasião, a rainha Elizabeth 2ª participou do funeral do marido sozinha na capela do castelo de Windsor, numa imagem que refletia o rigor do lockdown em vigor naquele momento.
A revolta provocada pelo caso constrange até mesmo os conservadores. Segundo o ‘The Mirror’, os aliados mais fiéis do premiê foram convocados a exaltar publicamente as suas realizações, como o Brexit, para evitar a queda do chefe de Governo em decorrência do caso.
Já o líder da oposição trabalhista, Keir Starmer, está pedindo a demissão de Johnson. “Estamos assistindo ao triste espetáculo de um primeiro-ministro afundado em enganações e trapaças, incapaz de governar”, disse ele, em um discurso neste sábado.
Starmer, no entanto, foi acusado de hipocrisia, já que foram divulgadas fotos dele bebendo uma cerveja com um pequeno grupo de colaboradores do Partido Trabalhista, em um escritório, em maio passado, quando as reuniões em espaços fechados estavam banidas, salvo em situações profissionais. Quando as imagens foram publicadas, o partido declarou que o líder não desrespeitou nenhuma regra porque estava “em um local de trabalho”.
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G1
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