
Redação Publicado em 10/07/2022, às 00h00 - Atualizado às 17h53
A senadora e pré-candidata à Presidência da República, Simone Tebet (MDB), disse na tarde deste domingo (10) que as sucessivas altas do preço da gasolina e da inflação no Brasil são reflexos de “crises artificiais” criadas por um “governo que não sabe governar” o país.
“Sim, nós temos um problema do barril do petróleo. Sim, nós temos problema de escassez do combustível, que impacta na cadeia produtiva e com isso gera inflação; e a população brasileira está tendo que fazer a triste escolha de quando pode comprar, de comprar o arroz ou o feijão. O prato do povo brasileiro não é mais o arroz ‘e’ feijão, é o arroz ‘ou’ feijão. Mas isso também é fruto de uma crise interna, de crises artificiais provocadas por um governo que, ao não sabe governar, cria crises como cortina de fumaça e faz com que o nosso câmbio fique desvalorizado”, declarou.
“Ao desvalorizar o nosso câmbio e termos um dólar tão alto no Brasil, isso faz com que todos os produtos que nós consumimos fiquem incompatíveis com o bolso do brasileiro; isso daqueles que ainda estão trabalhando”, disse a senadora.

Simone Tebet (MDB) participa da 43ª edição do festival Tanabata Matsuri, no bairro da Liberdade, em SP. — Foto: Reprodução/Instagram
Tebet esteve no bairro da Liberdade, no Centro da cidade de São Paulo, participando da 43ª edição do festival Tanabata Matsuri, conhecido como o ‘Festival das Estrelas’ da cultura japonesa.
No evento, a senadora do MDB também afirmou que a volta do Brasil ao mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU) é “incompetência do governo que administra o país”, que fez o Brasil “retroceder 30 anos nos índices sociais”.
“Primeiro, incompetência de um governo que administra um país tão rico e que faz a gente retroceder 30 anos nos índices sociais no Brasil. Eu só me lembro dessa miséria, dessa fome, de visualizar [isso] quando eu estudava no Rio de Janeiro, fazendo faculdade no Centro do Rio, essa miséria de ver pessoas buscando comida na lata de lixo, no início da década de 90. Depois de tanto tempo, não é desculpa nem guerra nem pandemia. Outros países também estão passando por isso e não estão sofrendo no tamanho e na grandeza do sofrimento do povo brasileiro”, avaliou.
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