Em 2025, o Pix já superou o volume de transações do ano anterior, com 60,64 bilhões de operações realizadas até agora

Redação Publicado em 16/11/2025, às 11h36
O Banco Central está estudando a próxima grande novidade da ferramenta de pagamentos mais popular do país: o Pix Parcelado. A expectativa era que as regras oficiais para essa nova função saíssem em outubro, mas o prazo foi adiado.
Segundo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, o atraso no cronograma precisa de “ponderação”, ou seja, uma análise mais calma. Ele explicou que, de acordo com pesquisas recentes, mais da metade da população brasileira já usa alguma forma de Pix parcelado oferecida por bancos privados, mesmo sem uma regra oficial do BC.
Essa discussão sobre o futuro do Pix acontece justamente quando a ferramenta completa cinco anos de existência. E os números desse aniversário, divulgados pelo Banco Central, são impressionantes. Desde que foi lançado, o sistema já movimentou um total de R$ 75,4 trilhões. Para se ter uma ideia do que isso significa, esse valor é mais de seis vezes todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2024.
Crescimento que não para
O sucesso do Pix é visível ano após ano. Em 2020, quando começou de forma tímida, o volume foi de R$ 133,1 bilhões. No ano passado, em 2024, o ano inteiro somou R$ 22,1 trilhões. O mais impressionante é que, em 2025, faltando mais de um mês para o ano acabar (com dados até 13 de novembro), o Pix já movimentou R$ 25,1 trilhões, superando com folga o ano anterior inteiro.
O número de transações também explodiu. Nesses cinco anos, os brasileiros fizeram 181,6 bilhões de operações via Pix. Só neste ano de 2025, já foram 60,64 bilhões de transferências, mostrando que a ferramenta caiu de vez no gosto popular.
O que falta no Pix parcelado?
Voltando à nova função, o Banco Central informou que o objetivo das novas regras é padronizar o produto. A ideia é criar uma definição oficial de como o Pix Parcelado deve funcionar. Isso deve melhorar a experiência de quem usa, deixando o visual e o funcionamento mais parecidos em todos os aplicativos de banco.
O BC também avisou que as soluções que os bancos e financeiras já oferecem hoje poderão continuar funcionando, desde que não desrespeitem as novas regras que ainda serão publicadas. A expectativa inicial era que os detalhes de como isso iria operar saíssem no início de dezembro, mas com o atraso na regra principal, esse prazo também deve ser ajustado.
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