Contratos assinados com três estaleiros preveem ainda a construção de 18 barcaças e 18 empurradores; projeto busca reduzir custos com afretamento e fortalecer a logística de combustíveis e GLP.

Da Redação Publicado em 20/01/2026, às 09h02
Petrobras investe pesado e aposta na indústria naval brasileira
A Petrobras (PETR3; PETR4) e sua subsidiária de logística Transpetro assinaram nesta terça-feira (20) contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores em estaleiros nacionais. O pacote de obras soma R$ 2,8 bilhões em investimentos e marca uma das maiores encomendas recentes da estatal para a indústria naval brasileira.
Os navios gaseiros, que serão utilizados principalmente no transporte de gases liquefeitos como o GLP, ficarão a cargo do Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Já as 18 barcaças serão construídas pelo estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia, no Amazonas, enquanto os 18 empurradores sairão do estaleiro Indústria Naval Catarinense, em Santa Catarina.
Segundo a Petrobras, o objetivo central do projeto é reduzir a dependência de embarcações afretadas — ou seja, alugadas de terceiros — e ampliar a frota própria, garantindo mais controle sobre prazos, custos e eficiência operacional.
“Com essas novas embarcações, a companhia ganha flexibilidade logística, melhora a eficiência no transporte de gases liquefeitos e outros produtos e reduz despesas recorrentes com afretamento”, informou a estatal em nota.
Além do impacto direto na logística da Petrobras, o pacote também movimenta a cadeia produtiva naval no país. A distribuição das obras entre três regiões diferentes reforça a estratégia de estimular estaleiros nacionais, gerar empregos e manter ativos polos industriais que haviam perdido volume de encomendas nos últimos anos.
Os cinco navios gaseiros terão papel estratégico no abastecimento de GLP, produto essencial tanto para o consumo doméstico quanto para atividades industriais. Com frota própria ampliada, a Petrobras espera ganhar previsibilidade nas operações e reduzir riscos logísticos em momentos de alta demanda.
Para a Transpetro, responsável pelo transporte, o projeto representa um salto de capacidade e autonomia. Menos dependência de contratos externos significa maior poder de planejamento e menor exposição a oscilações de preços do mercado de afretamento.
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