A Petrobras assinou nesta quarta-feira (25) contrato para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), na capital amazonense Manaus, e seus ativos logísticos

Redação Publicado em 26/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 07h02
A Petrobras assinou nesta quarta-feira (25) contrato para a venda da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), na capital amazonense Manaus, e seus ativos logísticos associados pelo valor de US$ 189,5 milhões (R$ 994,15 milhões), para o grupo ATEM.

Dentre as oito refinarias que estão em processo de venda, a Reman é a segunda a ter o contrato assinado. Antes, em 24 de março deste ano, foi assinado o contrato de venda da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia. A venda integra o compromisso firmado pela Petrobras com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para a abertura do setor de refino no Brasil.
Segundo a Petrobras, o processo de desinvestimento da Refinaria Issac Sabbá, aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras hoje, seguiu rigorosamente a Sistemática de Desinvestimentos aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
De acordo com o diretor de Refino da Petrobras, Rodrigo Costa, “a assinatura do contrato de venda da Reman representa mais um passo importante para o processo de reposicionamento da atividade de refino na Petrobras. A companhia está investindo para se tornar mais competitiva e para se posicionar entre as melhores refinadoras do mundo, em termos de eficiência, desempenho operacional e produtos de alta qualidade”, explicou.
Após a venda das oito refinarias, conforme o compromisso firmado com o Cade, a Petrobras permanecerá como a maior empresa refinadora do país, com uma capacidade de refino de 1,15 milhão de barris por dia (bpd), segundoa a empresa, com foco na produção de combustíveis mais eficientes e sustentáveis nas unidades mais próximas à produção de petróleo e aos maiores centros consumidores.
Segundo um dos fundadores da Atem, Miquéias Atem, a gestão de portfólio que vem sendo implementada pela Petrobras para o mercado de refino permite reduzir a concentração e estimular a competição no setor. “A entrada de novos players possibilita uma quebra de paradigmas, capturando sinergias e dando viabilidade econômico-financeira a projetos antes preteridos. A aquisição da refinaria permitirá aprimorar o suprimento de combustíveis e derivados de petróleo e gás para a região de influência da refinaria”, avaliou.
Os empregados da Petrobras que decidirem permanecer na companhia poderão optar por transferência para outras áreas da empresa. Outra possibilidade é a adesão ao Programa de Desligamento Voluntário, com pacote de benefícios. A Petrobras divulga interna e externamente as principais etapas do processo e, segundo a empresa, nenhum empregado será demitido em decorrência da transferência do controle da Reman para o novo dono.
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AGÊNCIA BRASIL

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