Ministro Jader Filho destaca que a nova política é uma resposta à crise de crédito imobiliário e às altas taxas de juros

Gabriela Thier Publicado em 07/10/2025, às 19h21
Na última terça-feira (7), o ministro das Cidades, Jader Filho, revelou que uma nova política habitacional será lançada pelo governo federal na próxima sexta-feira (10). Esta iniciativa tem como principal objetivo aumentar a disponibilidade de crédito para a classe média brasileira.
O lançamento oficial do programa ocorrerá em São Paulo e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Atualmente, o Banco Central exige que os bancos mantenham 20% dos depósitos de poupança como reserva obrigatória, o que limita significativamente a oferta de crédito. A proposta do governo visa reduzir esse percentual, permitindo que 80% dos recursos liberados sejam direcionados exclusivamente ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH), enquanto os 20% restantes seriam alocados no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).
Durante uma audiência pública no Senado, Jader Filho destacou que essa medida é uma resposta à diminuição do crédito imobiliário, uma situação agravada pela retirada de recursos da poupança e pelas elevadas taxas de juros. "Atualmente, as famílias da classe média enfrentam juros entre 19% e 22% ao ano, tornando o financiamento praticamente inviável", afirmou o ministro.
Jader Filho explicou que as discussões sobre essa política tiveram início no final de 2023, em colaboração com o Banco Central, refletindo a preocupação com a falta de recursos para o setor habitacional. Ele enfatizou a necessidade de alterar essa lógica para evitar que parte da população fique sem acesso à compra de sua casa própria. "A poupança sempre foi um pilar fundamental do financiamento habitacional no Brasil, e é essencial recuperar essa função", disse ele.
O governo projeta que essa nova política pode gerar um acréscimo de até R$ 150 bilhões em crédito habitacional até 2026, impulsionando a construção civil e promovendo a criação de empregos. O ministro também alertou que, se essa recomposição não for realizada, o país poderá enfrentar uma retração no setor e efeitos adversos sobre o Produto Interno Bruto (PIB).
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