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Mercosul

Lula visa concluir acordo Mercosul-UE até o fim de 2024

O anúncio ocorre em meio a boicotes de produtos sul-americanos pelo Carrefour na França

O anúncio ocorre em meio a boicotes de produtos sul-americanos pelo Carrefour na França - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil
O anúncio ocorre em meio a boicotes de produtos sul-americanos pelo Carrefour na França - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 27/11/2024, às 17h50


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, na quarta-feira (27), a expectativa de que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia possa ser formalizado até o final deste ano. Este anúncio ocorre em meio a tensões comerciais, como o boicote de produtos sul-americanos pelo Carrefour na França e as críticas de parlamentares europeus à carne bovina do Brasil. Em resposta, Lula declarou que a influência francesa sobre o processo é limitada e que a Comissão Europeia é quem detém a autoridade para concluir o acordo.

Lula ressaltou a importância do agronegócio brasileiro e expressou seu desejo de que ele continue a se expandir, mesmo diante das críticas internacionais. O presidente enfatizou que sua motivação para concretizar o acordo não é meramente financeira, mas também pessoal, já que ele está envolvido nas negociações há mais de duas décadas. O pacto, em negociação desde 1999, necessita da ratificação dos parlamentos de todos os países integrantes dos dois blocos para entrar em vigor.

Reiteradamente, o presidente brasileiro tem criticado o protecionismo europeu, com foco especial na França, que enfrenta pressões de seus próprios agricultores. Durante sua participação no Encontro Nacional da Indústria em Brasília, Lula afirmou: “Se os franceses não quiserem o acordo, eles não apitam mais nada, quem apita é a Comissão Europeia. E a Ursula von der Leyen (presidente da Comissão Europeia) tem procuração para fazer o acordo e eu pretendo assinar esse acordo este ano ainda, tirar isso da minha pauta” Ele destacou ainda que Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, possui autorização para firmar o acordo e que seu objetivo é assinar o tratado ainda este ano, retirando-o assim da agenda governamental.


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