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IPCA: Brasil registra maior queda de preços em 42 anos; entenda

O índice também subiu 10,07% no acumulado de 12 meses

A deflação do período foi impulsionada principalmente pelo grupo de transportes - Imagem: Freepik
A deflação do período foi impulsionada principalmente pelo grupo de transportes - Imagem: Freepik

Mateus Omena Publicado em 09/08/2022, às 11h52


O Brasil registrou deflação de 0,68% em julho, marcando a 1ª queda do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desde maio de 2020 (-0,38%). Esse também foi o maior recuo registrado da série histórica, iniciada em janeiro de 1980.

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou o resultado nesta terça-feira (9). O recorde anterior era de agosto de 1998, quando houve deflação de 0,51%.

A queda do IPCA foi levemente maior do que as projeções do mercado financeiro. Analistas estimavam deflação de 0,66% ou mais em junho.

No ano, o IPCA acumula alta de 4,77%. Por outro lado, o índice desacelerou em julho em relação a junho no acumulado de 12 meses e a taxa passou de 11,89% para 10,07%. Apesar disso, continua acima de 2 dígitos há 11 meses. Esse é o menor percentual desde agosto de 2021, quando teve alta 9,68% em 12 meses.

A deflação de julho foi impulsionada principalmente pelo grupo de transportes, que teve queda de 4,51% nos preços. Os preços dos combustíveis recuaram 14,15%, enquanto que a gasolina tombou 15,48%, o etanol, 11,38%. Apenas o óleo diesel teve alta (+4,59%).

Em 23 de junho, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou o projeto de lei que limita o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel, a gasolina, a energia elétrica, as comunicações e os transportes coletivos.

Dos 9 grupos pesquisados, houve deflação em apenas 2 deles. Os preços do grupo habitação recuaram 1,05%. A energia elétrica recuou 5,78% no mês. Em contrapartida, o grupo alimentação e bebidas registrou alta de 1,3% em julho.

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