O ministro da Fazenda afirmou que o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), teve uma longa negociação comercial com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick; tarifaço está previsto para 1º de agosto

William Oliveira Publicado em 29/07/2025, às 13h49
Na última terça-feira (29), o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o vice-presidente e titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), teve "uma terceira e longa conversa com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick". Haddad demonstrou confiança no avanço das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
Durante entrevista, ele abordou a possível implementação da tarifa de 50% e reforçou que "não é uma data fatídica". O ministro acrescentou que o governo brasileiro "não está fixado na data", sugerindo que o início da cobrança não inviabiliza futuras tratativas com o governo americano.
Segundo Haddad, empresários brasileiros notaram maior receptividade ao diálogo por parte dos Estados Unidos.
"Acredito que essa semana haja algum sinal de interesse em conversar", declarou. Apesar disso, o país ainda aguarda resposta formal às duas cartas enviadas desde maio. "O foco agora é receber uma resposta para que possamos mapear o que realmente está em jogo", explicou o ministro.
Ao ser questionado sobre uma possível conversa entre os presidentes Lula e Donald Trump, Haddad esclareceu que esse tipo de contato exige uma preparação cuidadosa: "Quando dois chefes de Estado vão conversar, tem uma preparação antes, para que não seja uma coisa que subordine um país ao outro. É uma questão de respeito à soberania".
Haddad evitou comentar os detalhes do plano de contingência apresentado recentemente ao presidente Lula, mas garantiu que o Brasil está preparado para diferentes cenários. Ele destacou que “são vários cenários. Todo tipo de medida cabe em algum deles. Mas quem vai decidir a escala, o montante, a oportunidade, a conveniência e a data é o presidente”.
Criticando a condução diplomática anterior, ele declarou: "O Bolsonaro foi o presidente mais subserviente da história do Brasil. Nós vamos virar um pouquinho a página da subserviência e, com muita humildade, nos colocar à mesa, mas respeitando os valores do nosso país".
Haddad concluiu afirmando que o foco do governo permanece no fortalecimento da economia nacional: "Vamos cuidar das nossas empresas, dos nossos trabalhadores e seguir em busca de uma solução racional e respeitosa entre os dois países".
Leia também

Sacani rebate Igor 3K, diz que versão sobre o Flow "não procede" e cobra leitura de mensagens

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Igor 3K rebate Monark e Sérgio Sacani, nega calote e revela bastidores com o Flow

O fim da Ordem Mundial: 2026 e o retorno do "cada um por si"

CBF protesta contra arbitragem e pede à Fifa afastamento de árbitro após gol anulado de Vini Jr.

Fux vota e STF forma maioria para liberar pagamento de parte dos penduricalhos para juízes e MP

Após eliminação do Uruguai na Copa do Mundo, técnico se irrita e perde a linha com repórter

Virginia reage à fala de Zé Felipe sobre ela: "Menino"

Justiça não consegue localizar Gkay em ação de cobrança de R$ 1,8 milhão movida pelo BB

Estado de saúde de Parreira piora e ex técnico volta a respirar com ajuda de aparelhos