Programa renegociou mais de R$ 29 Bilhões em dívidas

Marina Roveda Publicado em 07/12/2023, às 07h59
Em uma coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (06), o secretário de reformas econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, anunciou que o governo enviará uma medida provisória (MP) ao Congresso Nacional para prorrogar o programa Desenrola Brasil por mais três meses, estendendo sua validade até março de 2024. A decisão de prolongar o programa foi motivada pelo sucesso alcançado até o momento e pela necessidade de permitir que mais pessoas acessem a plataforma e se beneficiem das renegociações.
Principais pontos da prorrogação:
A prorrogação visa oferecer mais tempo para que os cidadãos conheçam e utilizem o Desenrola Brasil, que se destacou como uma iniciativa bem-sucedida desde seu lançamento em julho de 2023.
A MP eliminará a exigência do certificado de conta prata ou ouro no Portal Gov.br para incentivar mais pessoas a renegociarem suas dívidas. Atualmente, 40% do público é classificado como bronze no portal.
Para garantir a segurança durante o processo de renegociação, está sendo desenvolvido um novo mecanismo automático. Embora a exigência legal do certificado seja removida, a Fazenda está trabalhando com bancos e a B3 para implementar um método que ofereça segurança sem a necessidade de passar pelo prata ou ouro no Gov.br.
Desde o lançamento do programa, foram renegociados um total de R$ 29 bilhões em dívidas. O Desenrola Brasil beneficiou 10,7 milhões de brasileiros.
O valor de garantia do governo para as empresas participantes foi de 10% do total previsto, inicialmente fixado em R$ 10 bilhões no lançamento do programa.
Perspectivas Futuras:
O governo expressou o interesse em manter a plataforma permanentemente, mesmo sem o Fundo Garantidor. A ideia é tornar a plataforma um instrumento estrutural de longo prazo para facilitar a renegociação de dívidas na sociedade.
O secretário Marcos Pinto destacou que a plataforma é um legado significativo para a sociedade, permitindo a conexão entre credores e devedores para renegociações, especialmente quando o valor das dívidas é relativamente pequeno.
“A gente não pretende manter o apoio do fundo garantidor, mas a gente pretende manter a plataforma disponível, porque esse é o instrumento estrutural de longo prazo. Nos surpreendeu o volume de renegociação à vista, e reforma um diagnóstico que a gente já tinha. Como o valor das dívidas é pequeno em geral, muitas vezes o credor quer dar o desconto e o devedor estaria disposto a fazer o pagamento. Mas eles não se encontram e custa caro para eles se encontrarem, dado o valor da dívida. A plataforma é o legado que fica para a sociedade para se fazer isso”, explicou Marcos Pinto.
Leia também

Dom Rafael perde direitos dinásticos após anunciar casamento

Motorista de Porsche morre após colisão contra mureta na Rodovia dos Imigrantes

Loja de fotografia é destruída por incêndio em Campinas; câmeras registram ação de suspeito

A Fazenda 18 já tem data de estreia; saiba qual

Quase 900 cobras escapam de criadouro durante enchentes no sul da China

Moraes suspende visitas de Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e investiga possível propaganda eleitoral antecipada

Grupo quer Flávio longe de Lucas Bove; deputado é réu e defende "corrupto cristão"

São Paulo tem queda de casos graves ligados à influenza

Dino bloqueia R$ 6,15 milhões de Eduardo Cunha em apuração sobre emendas parlamentares

PT pede ao STF que Bolsonaro perca prisão domiciliar após carta divulgada por Flávio