Os líderes da Argentina e do Brasil, Alberto Fernández e Luiz Inácio Lula da Silva, têm encontro marcado nesta terça-feira (2) em Brasília

Marina Roveda Publicado em 03/05/2023, às 08h36
O governo brasileiro está em discussões para conceder linhas de crédito para empresas argentinas comprarem produtos exportados por companhias brasileiras, com garantias que poderiam ser executadas no caso de não pagamento pelos compradores. A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta terça-feira (2), após o secretário-executivo da pasta, Gabriel Galípolo, ter adiantado a informação em entrevista à GloboNews.
Haddad destacou que o objetivo é evitar a perda de espaço de exportação para a Argentina, com mais de 200 empresas brasileiras retendo o valor das exportações em virtude da falta de divisas. O ministro afirmou que a solução para esse problema será discutida em uma reunião seguida de jantar com os presidentes da Argentina, Alberto Fernández, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília.
"O que queremos é não perder espaço de exportação para a Argentina. São mais de 200 empresas brasileiras que não só não estão exportando, como muitas não estão recebendo. Estão com valor das exportações retido na argentina em virtude da falta de divisas", disse.
Galípolo também observou que o Brasil perdeu US$ 6 bilhões em exportações para a Argentina nos últimos cinco anos devido à falta de mecanismos de financiamento. Enquanto isso, a China vem ganhando espaço no mercado argentino, pois tem viabilizado esses mecanismos. As empresas brasileiras também enfrentam dificuldades para retirar os recursos da Argentina, que tem imposto restrições à saída de ativos do país.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)pode atuar como agente financiador das exportações brasileiras, mas o secretário-executivo do Ministério da Fazenda afirmou que há exigências e garantias que devem ser cumpridas. Em resumo, o governo brasileiro está buscando soluções para manter e ampliar suas exportações para a Argentina, um importante parceiro comercial na região.
"Necessariamente, né [as linhas teriam garantias]? Para que possamos garantir que esse fluxo não seja interrompido. A forma de dar essa garantia é que está sendo estudada, a bem da verdade, desde janeiro. Estamos trabalhando neste assunto", acrescentou o ministro da Fazenda.
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