Reconstrução no Rio Grande do Sul e aumento na produção de hidrocarbonetos impulsionam estimativa do Fundo Monetário Internacional

Manoela Cardozo Publicado em 02/05/2025, às 09h21
Em resposta à tragédia climática que devastou o Rio Grande do Sul nos últimos dias, o governo federal anunciou na quinta-feira (2) uma linha emergencial de crédito no valor de R$ 4,5 bilhões. Os recursos serão destinados ao apoio financeiro de micro, pequenas e médias empresas afetadas pelas enchentes que atingiram diversas cidades gaúchas. A medida é coordenada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que atuará diretamente na concessão dos financiamentos com juros reduzidos e carência ampliada.
O crédito emergencial será disponibilizado por meio de instituições financeiras credenciadas ao BNDES. Segundo o banco, os empresários poderão acessar os valores com juros abaixo dos praticados no mercado e prazos que podem chegar a 60 meses, incluindo até 12 meses de carência. A intenção é permitir que negócios interrompidos ou prejudicados pela catástrofe climática possam retomar suas atividades com maior agilidade, evitando demissões e quebradeiras.
Além do crédito, o governo também prometeu a suspensão temporária da cobrança de tributos federais para empresas da região afetada. O Ministério da Fazenda informou que analisa medidas complementares, como prorrogação de prazos para pagamento de dívidas e criação de incentivos fiscais para empresas que reconstruírem ou ampliarem operações no estado.
As enchentes no Rio Grande do Sul deixaram milhares de desabrigados, dezenas de mortos e enormes prejuízos econômicos. O governador Eduardo Leite agradeceu o apoio federal, mas alertou que os danos ainda estão sendo calculados e que novas ações serão necessárias nos próximos meses. Segundo ele, a reconstrução da infraestrutura e do tecido produtivo gaúcho exigirá um esforço coordenado entre União, estado e municípios.
O BNDES também informou que estuda uma linha especial voltada para o setor rural, particularmente atingido nas regiões produtoras de arroz, leite e hortaliças. Técnicos do banco já estão no estado para mapear as principais áreas de atuação e viabilizar o acesso rápido aos recursos. A expectativa é que as primeiras liberações ocorram já na próxima semana.
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