Famílias poderão usar vale crédito em distribuidoras, aumentando a cobertura do benefício para mais de 20 milhõe

Gabriela Thier Publicado em 27/08/2025, às 14h50
Na próxima semana, o governo federal apresentará um novo programa que visa reformular o Auxílio Gás, com a intenção de facilitar o acesso das famílias de baixa renda ao botijão de gás de cozinha (GLP), substituindo o atual modelo de transferência monetária baseada no preço médio nacional.
O anúncio foi feito pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, durante uma entrevista no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na quarta-feira (27). Segundo o ministro, "o programa está finalizado e será lançado em breve, com previsão de atender gradualmente 15,5 milhões de famílias, o que representa mais de 46 milhões de pessoas".
O novo benefício será destinado às famílias registradas no Cadastro Único (CadÚnico) que possuem uma renda mensal igual ou inferior a meio salário mínimo. Atualmente, cerca de 5,6 milhões de famílias são beneficiadas, mas essa quantidade deve aumentar para mais de 20 milhões conforme as novas diretrizes. Para 2024, o governo alocou R$13,6 bilhões para esse programa.
No modelo vigente, cada família recebe R$108 a cada dois meses, um valor que corresponde a 100% do preço médio do botijão de gás de 13 kg. Com a reformulação, as famílias passarão a receber um vale crédito que poderá ser utilizado em distribuidoras autorizadas para a compra do gás. "Elas [as famílias] poderão usar esse vale apresentando apenas o CPF", explicou Rui Costa.
Atualmente, o benefício funciona como um subsídio financeiro. Entretanto, segundo o ministro, o montante fixo não tem sido suficiente para cobrir os preços reais em diversas regiões do país. "Existem locais onde o custo do botijão ultrapassa em até R$60 o preço médio nacional", acrescentou.
Rui Costa detalhou ainda que, em termos médios, os preços dos botijões variam entre R$105 e R$109 no Brasil, mas podem chegar até R$160 ou R$170 em certas localidades. Ele destacou que há uma grande disparidade nos preços devido a fatores como distância e localização geográfica.
O ministro concluiu ressaltando que a nova iniciativa não apenas garantirá maior dignidade ao permitir que as famílias cozinhem seus alimentos com segurança, mas também contribuirá para a redução dos índices de queimaduras em crianças e mulheres que frequentemente recorrem a alternativas perigosas ao gás, como líquidos inflamáveis como álcool para cozinhar.
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