Expectativas de crescimento do PIB para 2025 permanecem em 2,16%, com previsões de Selic em queda nos anos seguintes

Gabriela Thier Publicado em 13/10/2025, às 14h33
De acordo com os dados mais recentes do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Centralnesta segunda-feira (13), as expectativas do mercado financeiro para 2025 apresentam uma estabilidade notável em três dos quatro principais indicadores: Produto Interno Bruto (PIB), taxa de câmbio e a taxa básica de juros, conhecida como Selic. A única alteração significativa observada refere-se à projeção da inflação oficial, que apresentou uma queda para 4,72%.
Uma semana atrás, as previsões indicavam que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerraria o ano em 4,80%. Quatro semanas antes, essa estimativa era ainda mais elevada, situando-se em 4,83%.
As projeções para os anos seguintes permanecem inalteradas: para 2026, a expectativa é de 4,28% e para 2027, de 3,9%. Essas informações refletem um cenário de previsibilidade no que tange à inflação nacional.
Importante destacar que a estimativa atual para a inflação de 2025 ainda está acima do teto da meta estipulada pelo Banco Central. O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta em 3%, com um intervalo de tolerância de até 1,5 ponto percentual. Assim, os limites são estabelecidos entre 1,5% e 4,5%.
Sobre a inflação oficial do país, dados preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que em setembro houve um aumento de preços de 0,48%, resultado principalmente atribuído à elevação nos custos da energia elétrica.
No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, o IPCA alcançou 5,17%. Esse resultado é significativo considerando que no mês anterior o índice havia registrado uma deflação de -0,14%, caracterizando uma diminuição geral nos preços.
A prévia também indica uma tendência de queda nos preços dos alimentos, que caíram pelo quarto mês consecutivo. Em setembro, essa redução foi de 0,35%, resultando em um impacto negativo de -0,08 pontos percentuais. Em agosto, a queda havia sido ainda maior, chegando a 0,53%.
A taxa Selic permanece como o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para atingir a meta de inflação. Atualmente fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), essa taxa não apresenta mudanças há 16 semanas.
Para os anos seguintes (2026 e 2027), o Boletim Focus prevê uma redução na Selic para 12,25% e 10,50%, respectivamente.
Dentre os fatores que sustentam a manutenção da taxa atual estão as incertezas econômicas externas e dados que apontam para uma desaceleração do crescimento interno. O Copom enfatiza que a taxa deverá ser mantida por um período prolongado com o intuito de assegurar o cumprimento da meta inflacionária.
Quando o Copom decide elevar a Selic, o objetivo é conter uma demanda aquecida. Taxas mais altas encarecem o crédito e incentivam a poupança. Contudo, essa política monetária também pode impactar negativamente a expansão econômica. A redução da Selic tende a baratear o crédito, estimulando tanto a produção quanto o consumo.
No que se refere ao PIB brasileiro, as expectativas continuam otimistas. O Boletim Focus revela que pela quinta semana consecutiva espera-se um crescimento de 2,16% para o ano de 2025. Para 2026 e 2027 as projeções são de crescimento econômico de 1,80% e uma leve redução nas expectativas para 2027, passando de 1,90% para 1,83%.
Em relação à taxa de câmbio, o mercado projeta que o dólar será cotado a R$5,43 ao final de 2025. Essa previsão é uma leve melhora em comparação com estimativas anteriores que apontavam para R$5,50. Para 2026 e seguindo as tendências das semanas anteriores, as expectativas indicam uma desvalorização do dólar para R$5.60 e previsão semelhante para o final de 2027 com R$5,51.
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