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Crescimento

Setor de serviços do Brasil cresce 1,2% em dois meses

Apesar de quedas em meses anteriores, o setor de serviços está 16,5% acima dos níveis pré-pandemia, mostrando resiliência

Apesar de quedas em meses anteriores, o setor de serviços está 16,5% acima dos níveis pré-pandemia - Imagem: Reprodução / Tânia Rêgo / Agência Brasil
Apesar de quedas em meses anteriores, o setor de serviços está 16,5% acima dos níveis pré-pandemia - Imagem: Reprodução / Tânia Rêgo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 14/05/2025, às 16h06


Em março deste ano, o Brasil registrou um crescimento de 0,3% no volume de serviços em comparação ao mês anterior, fevereiro. Este resultado representa a segunda alta consecutiva do indicador, que já havia mostrado uma expansão de 0,9% em fevereiro. Assim, o setor acumula um ganho total de 1,2% nos últimos dois meses.

Além disso, ao comparar os dados de março deste ano com os do mesmo mês do ano anterior, houve uma elevação de 1,9%. O primeiro trimestre de 2025 também trouxe resultados positivos, com um aumento acumulado de 2,4%. Em uma análise mais ampla, considerando os últimos doze meses, o crescimento foi de 3%, conforme informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14), no Rio de Janeiro.

Rodrigo Lobo, pesquisador do IBGE, destacou que o setor de serviços tem se mantido próximo ao seu nível recorde, alcançado em outubro de 2024. Atualmente, em março de 2025, o segmento está apenas 0,5% abaixo desse pico histórico e apresenta o segundo maior nível desde o início da série histórica em janeiro de 2011.

Lobo enfatizou que as quedas observadas em novembro de 2024 e janeiro deste ano não devem ser interpretadas como uma reversão da trajetória ascendente do setor. Segundo ele, flutuações são comuns no segmento e o atual patamar é 16,5% superior ao registrado antes da pandemia, em fevereiro de 2020.

No que diz respeito à variação entre fevereiro e março deste ano, três das cinco atividades do setor apresentaram crescimento. Destaca-se a área de transportes, que teve um aumento de 1,7%, marcando assim o segundo resultado positivo consecutivo e um ganho acumulado de 2,2%.


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