Um dos sobreviventes do desabamento em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, conta que precisou serrar o braço de uma cadeira para conseguir liberar as

Redação Publicado em 18/10/2021, às 00h00 - Atualizado às 10h36
Um dos sobreviventes do desabamento em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, conta que precisou serrar o braço de uma cadeira para conseguir liberar as pernas que ficaram presas e sair debaixo dos escombros.
O desabamento de um imóvel de três andares na tarde do sábado (16) atingiu mais seis casas da comunidade, deixando uma pessoa morta e outras cinco feridas. Cinquenta bombeiros com a ajuda de um cão trabalharam no resgate das vítimas.
“Eu ouvi um estalo, só deu tempo de ouvir esse estralo, foi muito rápido, desabou tudo. Eu fiquei preso. Eu e um outro rapaz”, conta seu José Maria Ferreira, que estava em sua oficina
Emocionado, o sobrevivente relembra como saiu debaixo dos escombros com a ajuda do resgate.
“A laje desceu em cima da oficina, as coisas estavam descendo em cima da minha perna. Eu sentia que estava me apertando. Eles me emprestaram uma serra, aquelas serras saibre. Eu serrei o braço da cadeira que eu estava, conseguir acessar minha perna pra fora e aí eles cortaram o apoio da cadeira atrás, conseguiram me tirar.”
A vítima teve algumas escoriações. O colega que estava conversando com o seu José no momento do desabamento foi resgatado com lesões nas pernas, mas passa bem.
Um homem de 54 anos morreu. De acordo com moradores, ele estava arrumando a casa para ir morar no local. Dos cinco feridos, quatro ficaram sob os escombros. Elas foram socorridas pelos bombeiros e levadas ao Hospital do Campo Limpo.
O imóvel que desabou ficava sobre o córrego Antonico. A prefeitura estima que cerca de 1.500 famílias moram sobre o córrego que transborda sempre que chove.
Os líderes comunitários fizeram uma reunião com o prefeito e cobraram obras de reurbanização do córrego prometida desde 2003. Ricardo Nunes disse que as obras começaram em abril e foram divididas em etapas, e que a região em que ocorreu o desabamento faz parte da quarta fase das obras.
Os moradores não querem deixar suas casas para receber o aluguel social e reclamam do valor pago pelo aluguel social, de R$ 400.
“Que ele retire as famílias e coloque um aluguel social justo, porque um aluguel de R$ 400 não existe”, disse o líder comunitário Francisco Diniz.
Os moradores também reclamam que os escombros do desabamento ainda não foram retirados. E a Prefeitura de São Paulo disse que fará uma nova vistoria nesta segunda-feira (18).
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G1
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