Benefício era pago para 28,9 mil famílias em 2016 e, atualmente, 21 mil famílias recebem o valor de R$ 400, que está congelado desde 2015

G1 Publicado em 13/07/2022, às 07h32
O investimento por parte da gestão municipal da cidade de São Paulo no benefício do auxílio-aluguel recuou 43% nos últimos cinco anos, apesar do aumento dos domicílios em favelas e das moradias em áreas de risco da capital nos últimos anos.
Os dados fazem parte de um documento interno da Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), obtido com exclusividade pelo g1 e pela GloboNews.
Segundo os números da Sehab, em 2016, a capital paulista pagava R$ 189,6 milhões por ano em benefícios do bolsa-aluguel e, em 2021, o valor caiu para R$ 107,8 milhões. Tratam-se de valores reais, atualizados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.
Nos últimos dois anos, em média 21 mil famílias da capital paulista receberam o benefício mensalmente. Em 2016, o número de beneficiários era de 28,9 mil famílias.
O auxílio-aluguel em São Paulo atualmente é pago às famílias que foram removidas de suas casas em virtude de alguma obra pública, urbanização de favelas, ocupação de áreas de risco ou atendimento emergencial em caso de desastres naturais. O benefício tem o objetivo de auxiliar nas despesas do aluguel.

Famílias que recebem o auxílio-aluguel na cidade de SP
Fonte: Secretaria Municipal de Habitação de São Paulo (Sehab)
O que diz a Prefeitura de SP
A Prefeitura de São Paulo afirma, por meio de nota, que a queda na concessão do benefício se deve às moradias que foram entregues nos últimos anos na cidade, que, segundo a pasta da Habitação, chegaram a mais de 33 mil unidades.
“Do ano de 2017 até o momento, a Sehab entregou mais de 33 mil moradias à população paulistana. Destas, 19,5 mil unidades foram entregues diretamente pela administração municipal em parceria com os governos Estadual e Federal e parte dessas unidades foram destinadas às famílias que estavam recebendo o auxílio aluguel”, declarou.
A gestão Ricardo Nunes (MDB) também alega que fez um recadastramento em 2019 com todos os 26 mil beneficiários da época e constatou irregularidades que suspenderam o benefício para 4.879 famílias.
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