Prometido pela gestão Bruno Covas (PSDB) para março deste ano, a obra de construção do Parque Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, está seis meses atrasada

Redação Publicado em 03/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h15
Prometido pela gestão Bruno Covas (PSDB) para março deste ano, a obra de construção do Parque Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, está seis meses atrasada e já custou R$ 519 mil a mais do que o orçamento inicial feito pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente, que era de R$ 2,4 milhões.
No último mês de maio, a pasta assinou um aditamento de contrato com a Monteiro Engenharia e Arquitetura Ltda, elevando o valor total da construção para R$ 2,9 milhões.
O aditamento foi assinado em 27 de maio e dava 30 dias para a empresa terminar a obra, mas passados mais de 60 dias, o parque ainda não ficou pronto.
Segundo a Prefeitura de SP, “houve a necessidade do aditamento de R$ 519 mil para se realizar a drenagem da área que recebe águas pluviais das ruas acima do parque e que poderiam causar erosão no terreno, bem como a reconstrução de parte do muro que havia sido construído em 2012”.
“Foi verificado que o muro havia sido construído incorretamente, tomando um trecho do lote do parque, fundamental para garantir uma área de circulação no entorno do edifício administrativo. É importante ressaltar que o projeto básico para o Parque Paraisópolis foi elaborado em 2012, e em 2019, quando ele foi enviado para licitação, a área já apresentava uma situação diferente da época do projeto. A utilização deste último aditamento está dentro dos valores previstos em lei”, disse a pasta do Meio Ambiente por meio de nota.


O Parque Paraisópolis foi criado na cidade por uma lei de 2008, ainda na primeira gestão de Gilberto Kassab (PSD). O ex-prefeito se reelegeu, depois vieram Fernando Haddad (PT), João Doria e Bruno Covas, ambos do PSDB, mas a obra também não foi entregue.
Contanto com o atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), que assumiu o mandato após a morte de Bruno Covas, em maio, já são cinco diferentes prefeitos que passaram pela cidade e não conseguem cumprir a lei de 2008 e transformar a área, ao lado da segunda maior comunidade carente da cidade de São Paulo, em parque.
São 13 anos de espera dos moradores de Paraisópolis para ver a reserva de quase 70 mil metros quadrados finalmente virar um espaço de lazer para a comunidade, que tem cerca de 100 mil habitantes e é carente de quase tudo.

Por meio de nota, a Prefeitura de SP afirma que a entrega do parque para a comunidade pode acontecer nas próximas semanas, mas não especificou data.
“Restam apenas as últimas tratativas com as concessionárias (ENEL e SABESP) para o funcionamento elétrico e distribuição de água para possibilitar a entrega do parque à população – o que deve ocorrer nas próximas semanas”, disse a nota da Secretaria do Verde e Meio Ambiente.
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G1
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