Timidamente, Hyundai Azera, Fiat 500 e Renault Kangoo saíram de linha no Brasil. Desde a última quarta-feira (19), pelo menos, os modelos não aparecem mais

Redação Publicado em 21/09/2018, às 00h00 - Atualizado às 11h24
Timidamente, Hyundai Azera, Fiat 500 e Renault Kangoo saíram de linha no Brasil. Desde a última quarta-feira (19), pelo menos, os modelos não aparecem mais nos sites das respectivas fabricantes.
Os três modelos, que tiveram dias melhores em nosso mercado, já se arrastavam nos emplacamentos ao longo deste ano. Entre janeiro e os primeiros 20 dias de setembro, somados, eles tiveram menos de 100 unidades vendidas.
Procuradas, Hyundai, Fiat e Renault confirmaram que os veículos deixaram de ser oferecidos, com a possibilidade de haver poucas unidades ainda em estoque nas concessionárias.

Hyundai Azera da geração passada — Foto: Reed Saxon/AP
Os números tímidos, além de evidenciar a escassez de oferta, mostra um cenário não muito animador quanto ao futuro do trio.
Dos três veículos, o Azera é o único com possibilidade concreta de ter uma nova geração no Brasil. A Caoa, responsável pela linha de importados da Hyundai, afirmou que está “programando a importação do modelo New Azera para o Brasil, ainda sem data definida”.
O novo sedã inclusive já aparece na edição 2018 do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro.

Renault Kangoo — Foto: Divulgação
A Renault já lançou o sucessor do Kangoo na Argentina, onde o furgão é produzido. Ao contrário do que acontece na Europa, onde há uma geração “nativa” do Kangoo, a versão da América Latina é baseada no Dacia Dokker.
No entanto, a marca diz que não há expectativa de lançar o novo Kangoo (nem o europeu, nem o argentino) no Brasil até o final do ano que vem. Para os “hermanos”, a Renault oferece versões para passageiros ou cargas.

Fiat 500 no Salão do Automóvel — Foto: Raul Zito/G1
O pequeno Fiat teve o visual atualizado em meados de 2015. Há pelo menos dois anos, a novidade é esperada aqui no Brasil. Mas a chegada nunca ocorreu, de fato.
A Fiat não explicou os motivos para a desistência de importar o novo 500 do México, mas o G1 apurou que o câmbio desfavorável é o principal entrave.

Kia Picanto GT — Foto: Divulgação
Ao contrários dos veículos acima, o Kia Picanto passou por mudanças recentemente, com uma nova geração chegando ao Brasil em janeiro. Na época, a marca falou que traria 100 unidades, em um único lote.
Passados poucos meses, todos os veículos foram vendidos. No cenário econômico, o dólar disparou, e inviabilizou a chegada de novos exemplares. Com isso, o Picanto GT teve a comercialização interrompida até que o câmbio esteja mais favorável.
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