Nesta terça-feira (31), Pernambuco (RE) chega registra 93 pessoas mortas em por deslizamentos de terra, desabamentos de casas ou arrastadas pela agua e lama

Redação Publicado em 31/05/2022, às 00h00 - Atualizado às 12h49
Nesta terça-feira (31), Pernambuco (RE) chega registra 93 pessoas mortas em por deslizamentos de terra, desabamentos de casas ou arrastadas pela agua e lama das enchentes. Segundo o balanço mais recente do governo estadual, estima-se ainda que há ao menos 26 desaparecidos. O desastre forçou 14 cidades decretarem situação de emergência, como também deixou 6.170 pessoas desabrigadas.
“Tivemos problemas semelhantes em Petrópolis, sul da Bahia, norte de Minas. Estive ano passado no Acre também. Infelizmente, essas catástrofes acontecem, um país continental tem seus problemas”, disse o presidente Bolsonaro que visitou a região na segunda-feira (30).
“Estamos obviamente tristes, manifestamos nosso pesar aos familiares. O objetivo maior é confortar os familiares e atender a população com meios materiais”, acrescentou.
Para ajudar o governo local e os municípios com o restabelecimento dos serviços básicos e, posteriormente a reconstrução das casas, o governo federal anunciou uma alocação de R$ 1 bilhão.
Na última atualização do balanço estadual constava 91 mortos, no entanto, durante a tarde de ontem (30), outros dois corpos que não estavam nas estatísticas foram encontrados, aumentando o total de óbitos para, ao menos, 93. Dentre este total, cerca de 10 são crianças, sendo 4 bebês.
Por volta das 3h, a busca foi suspendida por causa da chuva. Às 6h retomou-se o trabalho. O ponto mais atingido é o Jardim Monte Verde, na divisa entre o Recife e Jaboatão. Estima-se que mais de 20 pessoas morreram no local. A suspensão também ocorreu na comunidade Vila dos Milagres, entre os bairros do Ibura e Barro, na Zona Oeste.
Segundo explicou o comandante operacional local, Major Everton Marinho, a suspensão ocorre por questão de segurança das equipes. “Temos um risco de novos deslizamentos, novos soterramentos e da equipe ser coberta pelo barro que é muito denso e muito forte. […] As buscas seguem gradualmente. Ela tem que ser lenta, não pode ser tão rápido, porque o trabalho de remoção de barro é um trabalho pesado e contamos com os riscos de novos deslizamentos e a chuva que não para e deixa o ambiente todo encharcado”, explicou.
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