O número de motoristas que citam o preço do combustível como motivo para terem diminuído o uso do carro no último ano aumentou de 4% para 35% na cidade de São

Redação Publicado em 21/09/2021, às 00h00 - Atualizado às 08h58
O número de motoristas que citam o preço do combustível como motivo para terem diminuído o uso do carro no último ano aumentou de 4% para 35% na cidade de São Paulo.
O dado foi revelado pela pesquisa Viver em São Paulo: Mobilidade Urbana, da Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria).
O preço médio da gasolina subiu por 6ª semana nos postos do país, de acordo com levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) do último dia 14.
O preço médio da gasolina na semana encerrada no dia 11 de setembro foi para R$ 6,059 por litro, contra R$ 6,007 por litro na semana anterior, o que representa uma alta de 0,86%
Na sequência, o que mais desmotivou o uso do automóvel pelo condutor paulistano foi a pandemia, sendo responsável por 32% das queixas. Apesar disso, o número é consideravelmente menor em relação ao ano passado: 63%.
Economizar dinheiro ou reduzir custos é apenas o terceiro item da lista, com 11%, seguido do cansaço de ficar muito tempo no trânsito (6%).
A pesquisa foi feita de forma online e presencial, entre os dias 10 e 26 de agosto de 2021, com entrevistados maiores de 16 anos e moradores da capital. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Se houvesse uma boa alternativa de transporte público, segundo o levantamento, 66% dos motoristas de São Paulo deixariam de utilizar seus automóveis. Por outro lado, 16% dos entrevistados disseram que não deixariam os carros de forma alguma e 11% responderam que dificilmente mudariam o estilo de vida.
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Transporte público
O usuário habitual de transporte público coletivo na cidade de São Paulo gasta cerca de 1h42 por dia durante o deslocamento (ida e volta) para realização de sua atividade principal, seja ela trabalhar ou estudar, por exemplo.
O número representa uma queda de 14 minutos em relação ao ano passado.
O tempo de deslocamento médio geral, somadas todas as atividades, é de 2h21 entre as pessoas que utilizam o coletivo todos ou quase todos os dias.
Enquanto os moradores da Zona Norte consomem, em média, 2h05 de deslocamento diário, os residentes do Centro da capital gastam 1h35, uma diferença de 30 minutos. Na Zona Leste, são 2h03; na Zona Sul, 2h02; na Zona Oeste, 1h52.
Automóvel
Os usuários de carros particulares gastam menos tempo de seus dias durante os deslocamentos pela cidade. Quem utiliza o carro de forma regular gasta, em média, 1h24 de deslocamento para realizar a atividade principal, cinco minutos a menos que em 2020.
Em relação às atividades totais, são 2h05, um minuto a menos que no último ano.
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G1
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