Ambulantes protestaram nas ruas do Brás, no Centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (24), após uma operação de fiscalização para combater o

Redação Publicado em 24/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 09h36
Ambulantes protestaram nas ruas do Brás, no Centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (24), após uma operação de fiscalização para combater o comércio ilegal. Essa é a terceira ação realizada por fiscais da Prefeitura de São Paulo e a Polícia Militar neste mês.
A confusão começou por volta das 3h durante a fiscalização. Alguns ambulantes que trabalham na Feirinha da Madrugada ficaram revoltados com a ação e tentaram atacar as equipes. Ninguém foi preso.
As barracas que ocupam as vias na região da Rua Tiers e impedem a passagem de veículos foram montadas às 5h, após o término da operação.
Nas datas das outras duas operações, os ambulantes souberam com antecedência e nem apareceram deixando as ruas totalmente vazias.
O subprefeito da Mooca, na Zona Leste de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (23) que vai abrir uma sindicância interna para investigar a ação de milícias que têm atuado no controle das ruas do bairro do Brás, no Centro, durante as madrugadas.
O SP1 mostrou que milicianos têm controlado as ruas do bairro para a atuação de vendedores de mercadorias falsificadas durante as madrugadas. Os milicianos têm acesso às operações feitas pela prefeitura no local para apreender mercadorias antes mesmo que elas aconteçam. Eles também fazem instalações elétricas nos postes de luz para ajudar na iluminação dos espaços em que as feiras irregulares acontecem.
“Nós não divulgamos o calendário. Fizemos uma sequência intensa na semana passada. Agora, é o modus operandi dessa milícia. Onde tem corrupto, tem corruptor, e nós vamos combater. Eu vou investigar esse tipo de informação. Vou abrir hoje uma apuração preliminar”, afirmou José Rubens Domingues Filho.
O subprefeito reconheceu que a gestão municipal tem dificuldade de controlar a realização da chamada Feirinha da Madrugada na região, onde atuam os milicianos e são vendidos os produtos contrabandeados e piratas.
“A dificuldade é que o bairro é muito grande. A quantidade de agentes nem sempre é adequada, e a gente precisa de um volume maior de operações, não só de agentes públicos da prefeitura, mas também um apoio um pouco maior da Polícia Militar de São Paulo”, afirmou.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que as polícias Civil e Militar investigam a ação das milícias e que a PM faz operações no local contra a pirataria.
De acordo com o próprio subprefeito da Mooca, as milícias dividem o espaço público e exploram os comerciantes de boa-fé no bairro.
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G1
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