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NASA alerta para sério risco: Asteroide pode atingir a Terra em 2032. Brasil está na rota de colisão?

A NASA alerta sobre a trajetória do asteroide 2024 YR4, que pode colidir com a Terra em 22 de dezembro de 2032, com risco de 2,1%. - Imagem: Reprodução | MetaAI
A NASA alerta sobre a trajetória do asteroide 2024 YR4, que pode colidir com a Terra em 22 de dezembro de 2032, com risco de 2,1%. - Imagem: Reprodução | MetaAI
Agenor Duque

por Agenor Duque

Publicado em 19/02/2025, às 08h31


A NASA divulgou uma nova projeção sobre a trajetória do asteroide 2024 YR4, que pode colidir com a Terra em 22 de dezembro de 2032. Embora o risco de impacto ainda seja baixo, cerca de 2,1%, os cientistas estão monitorando sua rota com atenção, já que o objeto tem potencial destrutivo equivalente a 500 bombas de Hiroshima.

Este asteroide foi detectado pela primeira vez em 27 de dezembro de 2024 pelo telescópio Atlas, no Chile, e sua trajetória foi sendo refinada desde então. No cenário mais grave, caso colida com a Terra, o impacto poderia ter efeitos devastadores para qualquer região habitada dentro da área de risco.

Rota de impacto e países em alerta

O asteroide 2024 YR4, com dimensões entre 40 e 100 metros, pode atravessar uma faixa do planeta que inclui regiões populosas da América do Sul, África e Ásia. Segundo cientistas do Catalina Sky Survey Project, projeto financiado pela NASA, o Brasil não está na lista das nações com potencial risco de impacto, tais como: Equador, Colômbia, Venezuela, Bangladesh, Paquistão, Índia, Sudão, Etiópia e Nigéria.

Os pesquisadores alertam que a localização exata da colisão dependerá da rota final do asteroide e da rotação da Terra no momento da aproximação. O risco de colisão é atualizado constantemente conforme novos dados são coletados.

Consequências do impacto

Se o 2024 YR4 atingir uma região habitada, as consequências podem ser devastadoras. Estima-se que a energia liberada no impacto seria equivalente a 8 megatons de TNT, cerca de 500 vezes mais potente que a bomba nuclear lançada sobre Hiroshima em 1945.

A explosão poderia destruir uma cidade inteira, afetando uma área de até 50 km ao redor do ponto de impacto. Caso o impacto ocorra sobre o oceano, o choque poderia gerar tsunamis capazes de afetar regiões costeiras próximas, ameaçando milhões de vidas.

Monitoramento e defesa planetária

Desde sua descoberta, astrônomos do mundo inteiro têm monitorado de perto a trajetória do asteroide. Atualmente, sua classificação na Escala de Torino está no nível 3, indicando que merece um acompanhamento atento, mas sem necessidade de pânico imediato. No entanto, a ONU ativou seu Protocolo de Segurança Planetária, permitindo que cientistas explorem possíveis medidas de defesa.

A NASA e outras agências espaciais estudam técnicas de desvio de asteroides, incluindo a deflexão cinética, já testada com sucesso na missão DART em 2023. Essa tecnologia poderia ser usada para alterar a trajetória do 2024 YR4 caso os riscos aumentem nos próximos anos.

Possibilidades de mitigação

Diante do risco representado pelo 2024 YR4, a comunidade científica já estuda soluções para evitar um possível impacto. Entre as opções consideradas está o uso de explosões nucleares controladas para alterar sua trajetória, embora essa estratégia seja controversa. Outra possibilidade seria o uso de espaçonaves para realizar empurrões gravitacionais, desviando o asteroide ao longo do tempo.

A missão DART, conduzida pela NASA em 2023, já demonstrou que é possível modificar a trajetória de um asteroide por meio do impacto direto de uma sonda. Com isso, se o risco do 2024 YR4 aumentar nos próximos anos, a estratégia poderia ser replicada para afastá-lo da Terra.

E então?

Bem, nos próximos anos, observações mais precisas ajudarão a determinar se o 2024 YR4 representa uma ameaça real. A próxima passagem do asteroide será em 2028, mas sem riscos de colisão. Enquanto isso, cientistas buscam dados antigos que possam ter registrado sua presença em passagens anteriores para refinar os cálculos sobre sua trajetória.

Apesar do risco calculado, especialistas reforçam que não há motivo para pânico. A tecnologia avançou significativamente, e qualquer possibilidade concreta de impacto será enfrentada com estratégias cientificamente embasadas para a proteção do planeta.


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