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Marcus Vinicius de Freitas: Verdade, honra e vergonha

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Marcus Vinicius de Freitas: Verdade, honra e vergonha

Verdade, honra e vergonha

Marcus Vinicius de Freitas

O futuro de um país é determinado pelas decisões tomadas por sua elite. O fator mais importante neste processo está relacionada ao papel que os governos devem desempenhar e quais devem ser seus objetivos no curto, médio e longo prazos.

Um dos mais importantes papéis desempenhados pelos governos está relacionado àquilo que ele deve entregar à sociedade. No mundo moderno, três são os aspectos mais importantes da função governamental: o aumento do padrão e qualidade de vida de seus cidadãos, crescimento econômico e pleno emprego. Está bússola constitui a régua pela qual a sociedade deve avaliar seus governantes. Obviamente, podem surgir outras questões que grupos minoritários considerem relevantes. No entanto, a métrica deve basear-se no objetivo coletivo e na compreensão de que metas claras levam a resultados sólidos e consolidam o processo de desenvolvimento de um país.

É importante que todos os poderes do País e seus agentes compreendam que para construir um país decente não há espaço para individualismos. Tal como numa orquestra em que cada instrumento se apresenta no momento apropriado para garantir a harmonia coletiva, assim também deve ocorrer na Administração Pública. Se cada um decidir atuar independentemente, o resultado sempre será desastroso.

Esta tem sido a sina do Brasil nos últimos anos. Cada órgão estatal tem-se preocupado em destacar-se individualmente ao invés da prevalência do coletivo. O resultado dessa situação está claro: um combate desastroso à pandemia, em todos os níveis, com milhares de mortes (e que poderá chegar a milhões), o enterro de uma operação exitosa de combate à corrupção, e uma queda geral da economia do País. Como resultado, o Brasil está enfermo, mais corrupto e mais pobre. Os resultados já são conhecidos: hospitais superfaturados, personagens livres, apesar dos crimes praticados, com anos de investigação invalidados, e uma população que viu sua renda cair substancialmente, com um desemprego que não deverá baixar tão rapidamente.

No entanto, ao invés de se discutir a solução destes enormes desafios, nuvens de fumaça são constantemente criadas para justificar a incompetência dos agentes estatais. A população, desavisada e descrente, vê suas perspectivas se exaurindo. Divide-se em campos de batalha e passa a acreditar em mitos e fantasias nos vários lados do espectro político. E nada melhora.

O resultado é que o debate ideológico – e não programático – sobre os rumos do Brasil pouco adiantou, de fato, para a melhoria das condições do País. Ademais, num vácuo de liderança já há muitos anos, vemos aventureiros – reconhecidos como perigosíssimos por Dom João VI em seu conselho a Dom Pedro I ao partir do Brasil – assumem o controle da narrativa, do poder e determinam os destinos do País.

Assim é que, já há muitos anos, os brasileiros são obrigados a andar cabisbaixos, no Exterior, com vergonha do seu país. O Brasil, que poderia – e deveria – ser uma potência global, tem sido condenado a uma posição desprestigiada e embaraçosa. Inexistem argumentos que possam ser utilizados para defender o que tem ocorrido no País. Afinal, quem poderia defender as decisões do Supremo Tribunal Federal como o melhor da doutrina jurídica? Quem poderia defender a corrupção rampante que tem existido por décadas e afirmar que não houve roubo dos recursos públicos? Por fim, quando um estrangeiro afirma para nós que o Brasil não é um país sério, como defender uma nação em que o errado passa a ser considerado certo? Como defender governos – federal, estaduais e municipais – com números astronômicos de mortes, que não se sentem culpados por suas políticas públicas erráticas, que somente pioram o impacto letal da Covid-19 e da violência urbana?

A realidade é que, passados quase quatro séculos, as palavras de Gregório de Matos ainda ecoam uma triste realidade do Brasil. Em seu poema Epílogos, afirmou: “Que falta nesta cidade?… Verdade. Que mais por sua desonra?… Honra. Falta mais que se lhe ponha?… Vergonha.” Com sua verve retórica, Gregório relembra três coisas importantes para que os poderes do Estado, de fato, obtenham resultados positivos: verdade, honra e vergonha. A junção destes três elementos – um trinômio do bem – poderia levar o Brasil a alçar maiores voos e alcançar dias melhores. A ausência, no entanto, temcondenado o povo a viver dominado pelo crime organizado – de colarinho azul e branco – com a vergonha e a tristeza de viver num país que pode tanto, mas destinado à mediocridade.

Marcus Vinicius de FreitasAdvogado e Professor Visitante, Universidade de Relações Exteriores da China

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