Natural de Porto Alegre, André Luis Hack Bahi tinha 44 anos e integraria Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. Irmã afirma que corpo de brasileiro será cremado

Redação Publicado em 09/06/2022, às 00h00 - Atualizado às 14h14
O brasileiro André Luis Hack Bahi, de 44 anos, que estava na guerra naUcrânia,morreu no país europeu, conforme oMinistério das Relações Exteriores. A informação também foi confirmada pela irmã, Letícia Hack Bahi, que mora em Porto Alegre, nesta quinta-feira (9).
Em nota, o Itamaratyafirma que Hack morreu “em decorrência do conflito naquele país e mantém contato com familiares para prestar-lhes toda a assistência cabível, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”. Leia o comunicado abaixo
De acordo com a família, a morte teria ocorrido no sábado (4), em meio a um combate.
“Nós estamos aguardando porque alguém vai ter que ir lá reconhecer o corpo do meu irmão”, diz Letícia, supervisora de telemarketing.
André faria parte da Legião Internacional de Defesa Territorial da Ucrânia. De acordo com a irmã, ele morava no Ceará e se separou de sua esposa antes de ir para a Europa. O corpo de Hack deve ser cremado e, as cinzas, jogadas em Quixadá, onde vivia.
“Nós decidimos que, para Porto Alegre, a gente não vai querer que ele venha. Nós vamos deixar as cinzas dele lá, um lugar maravilhoso que ele se apaixonou”, comenta a irmã.

Brasileiro André Hack na Ucrânia — Foto: Reprodução/Facebook
André Luis Hack Bahi foi para a Europaem fevereiro, após passar por Portugal e França, afirmam familiares. O brasileiro é pai de sete filhos, serviu no Exército por um ano e trabalhou como socorrista em Porto Alegre e Quixadá. Anteriormente, ele teria participado de uma missão militar na Costa do Marfim, onde ficou ferido e foi tratado por forças francesas.
Um amigo de Hack, que também estava na Ucrânia, contou aos familiares que o brasileiro teria socorrido duas pessoas e, depois, se dirigido em direção ao fogo cruzado durante uma missão em uma área bombardeada. Contudo, após o ocorrido, os demais combatentes não teriam mais presenciado André.
“Meu irmão foi tentar salvar os dois colegas”, comentou a irmã, após o relato do amigo.
De acordo com Letícia, a última vez que André conversou com a família foi em 8 de maio, no Dia das Mães. O brasileiro fez uma chamada de vídeo e dialogou com os pais, que vivem no RS.
“Ele felicitou no Dia das Mães, estava bem feliz vendo os pais, mesmo por ligação de vídeo”, recorda.
Após esse contato, Letícia afirma que enviou mensagens para André pelo Instagram. Todavia, o brasileiro não visualizou mais os contatos.
O Ministério das Relações Exteriores recebeu, por meio da Embaixada do Brasil em Kiev, confirmação do falecimento de nacional brasileiro em território ucraniano em decorrência do conflito naquele país e mantém contato com familiares para prestar-lhes toda a assistência cabível, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local.
Assim como tem feito desde o começo do conflito, o Itamaraty continua a desaconselhar enfaticamente deslocamentos de brasileiros à Ucrânia, enquanto não houver condições de segurança suficientes no país.
Ressalte-se que, em observância ao direito à privacidade e ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no decreto 7.724/2012, mais informações poderão ser repassadas somente mediante autorização dos envolvidos ou de seus familiares diretos. Assim, o MRE não poderá fornecer dados específicos sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros.
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