A emissora britânica "BBC" exibiu na noite de segunda-feira, no programa Panorama, uma extensa investigação sobre as origens da fortuna do dono do Chelsea,

Redação Publicado em 15/03/2022, às 00h00 - Atualizado às 11h48
A emissora britânica “BBC” exibiu na noite de segunda-feira, no programa Panorama, uma extensa investigação sobre as origens da fortuna do dono do Chelsea, Roman Abramovich. De acordo com a reportagem, foram descobertas novas evidências de acordos corruptos por parte do empresário russo.
Abramovich construiu uma fortuna bilionária após comprar uma companhia de óleo chamada Sibneft, ex-estatal, em meados do anos 1990, por cerca de US$ 250 milhões na época. A compra teria ocorrido em leilão fraudulento. Ele vendeu a companhia em 2005, por US$ 13 bilhões.
De acordo com a BBC, Roman Abramovich admitiu à Justiça britânica que fez pagamentos corruptos para conseguir comprar a Sibneft. Isso aconteceu após ser alvo de uma ação de Boris Berezovsky, antigo sócio, em 2012. Abramovich ganhou a disputa, mas descreveu como deu US$ 10 milhões para Berezovsky subornar um oficial do governo russo.

Roman Abramovich é o dono do Chelsea desde 2003 — Foto: Getty Images
A BBC obteve acesso a um documento que se acredita ter sido contrabandeado da Rússia, e que era guardado por agências policiais do país. A emissora britânica não conseguiu verificar a veracidade disso, mas outras fontes confirmaram detalhes presentes no documento.
O documento afirma que o governo da Rússia foi enganado em US$ 2,7 bilhões no acordo com a Sibneft, que deu origem à fortuna do dono do Chelsea. O arquivo também revela que as autoridades russas queriam acusar Abramovich de fraude.
O procurador-geral da Rússia na época, Yuri Skuratov, que investigou a negociação, confirmou à BBC detalhes da venda da companhia de óleo, alegando que foi “um esquema fraudulento”, em que aqueles envolvidos na privatização da empresa se aliaram a Abramovich e Berezovsky para enganar o governo e pagar menos do que a Sibneft valia.
O documento sugere que Roman Abramovich foi protegido pelo antigo presidente da Rússia Boris Yeltsin. A investigação foi paralisada e os arquivos levados para o Kremlin, sede do Poder Executivo.
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GE
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