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Governo Doria vê “uso político” da Anvisa em paralisação de testes da CoronaVac

Redação

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Governo Doria vê "uso político" da Anvisa em paralisação de testes da CoronaVac

Nesta segunda-feira (9), logo após a Anvisa divulgar a paralisação dos testes da vacina CoronaVac , do laboratório chinês Sinovac e apoiada no Brasil pelo Instituto Butantan, integrantes do governo João Doria questionaram a forma como a informação foi divulgada, principalmente pelo fato de não ter sido comunicada ao próprio instituto paulista.

Segundo informações, a informação gerou estranheza e temor entre os integrantes do governo e aliados de Doria, que temem a possibilidade de a agência reguladora estar sendo utilizada em um ato político , exatamente para dificultar a continuidade dos testes e dar maior visibilidade às outras vacinas avaliadas no Brasil.

A divulgação da paralisação , realizada após a morte de um dos voluntários, ocorreu no mesmo dia em que Doria havia inaugurado as obras da fábrica de vacina no Butantan. A ideia é que o local produza o imunizante em larga escala, não apenas para o estado de São Paulo, tão logo os testes confirmem sua eficácia e a própria Anvisa autorize.

Agora, autoridade de Saúde do estado de São Paulo correm para entender o que de fato ocorreu durante os testes e se realmente algum dos voluntários morreu. Ainda de acordo com a publicação, o diretor do Butantan , Dimas Covas, disse não acreditar que o óbito tenha relação com a vacina.

O novo episódio trouxe preocupação devido ao histórico de confronto entre Doria e Jair Bolsonaro . Crítico ferrenho da vacina chinesa, o presidente chegou a repreender o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por cogitar a compra do imunizante e não esconde sua preferência pela vacina da desenvolvida pela AstraZeneca em parceira com a Universidade de Oxford

Apesar da paralisação e da posição contrária do Governo Federal, a CoronaVac tem se mostrado eficaz e segura até o momento. O imunizante encontra-se na fase 3 de testes, a última antes da confirmação final, e deve ter sua eficácia estabelecida até o final do mês de novembro.

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iG

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