Ao menos 17 celulares foram furtados durante o bloco Baixo Augusta, que levou 20 mil pessoas ao Vale do Anhagabaú, no Centro de São Paulo, na tarde deste

Redação Publicado em 25/04/2022, às 00h00 - Atualizado às 10h11
Ao menos 17 celulares foram furtados durante o bloco Baixo Augusta, que levou 20 mil pessoas ao Vale do Anhagabaú, no Centro de São Paulo, na tarde deste domingo (24).
Segundo a polícia, quatro pessoas foram apreendidas e uma adolescente foi detida. Ela é filha de um dos presos. O irmão também estava na quadrilha. Entre cinco detidos, são três peruanos, um colombiano e um brasileiro.
Um segurança particular, que prefere não se identificar, contou que o pai e o irmão eram responsáveis por furtar os aparelhos, e eles o entregavam para a adolescente, que guardava na bolsa.
“Muitas vítimas começaram a procurar a nossa equipe de segurança, reclamando que poderia ter perdido ou sido furtado. Como eles têm uma destreza muito grande em tirar do bolso, em tirar das carteiras, então a gente conseguiu na porta identificar essas pessoas. Normalmente, eles acabam confessando, vamos dizer assim, eles já sabem que a casa caiu”, disse o segurança.
A Polícia Civil informou que os celulares furtados vão passar por perícia e depois serão encaminhados para o 1º Distrito Policial, da Liberdade, no centro da capital. Quem teve o celular furtado no bloco do Baixo Augusta pode ir até o primeiro DP para tentar recuperar o telefone.
Sem aval do poder público, blocos desfilaram pelo quarto dia neste domingo (24) na capital paulista. A Prefeitura de São Paulo não oficializou os cortejos, mas disse que os blocos não estavam proibidos e que orientação era para não coibir ou reprimir os foliões.
Com isso, cada bloco ficou responsável pela sua segurança e estrutura.

Vale do Anhangabaú em noite de folia do Baixo Augusta — Foto: Gabriel de Campos/g1
Apesar dos furtos e incidentes, o clima era de festa no Anhagabaú neste domingo, após dois anos de pausa na folia por causa da pandemia.
A rainha do bloco é a atriz Alessandra Negrini, que usou a fantasia de “rainha dos espelhos”, que remete ao poder e à simbologia dos espelhos, um sinal de sabedoria, conhecimento e iluminação nas tradições orientais.
Grande parte do público usava pinturas corporais ou adereços carnavalescos para aproveitar a folia na região, incluindo festividades no Viaduto do Chá, próximo à sede da Prefeitura da capital.
Pela manhã, a orquestra de sopros da Espetacular Charanga do França voltou a ecoar pelas ruas de Santa Cecília, no Centro de São Paulo, depois de dois anos também. Os foliões se concentraram às 9h em frente a loja Conceição Discos, na Rua Imaculada Conceição.
Em ritmo de bandinha de carnaval, a banda animou os foliões, além das músicas autorais do Charanga, com Baile de Favela, Don’t Stop ‘Til You Get Enough (Michael Jackson), sucessos do Raça Negra e até Vassourinhas, hino do frevo e do carnaval de Recife.
Oficialmente, o carnaval teve apoio da administração para ser realizado apenas no sambódromo do Anhembi, com desfiles das escolas de samba. A sugestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) é organizar um circuito de blocos de rua nos dias 16 e 17 de julho. A proposta aguarda uma resposta dos organizadores dos blocos.
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Após dois anos, Charanga do França volta a animar foliões em Santa Cecília — Foto: Tiago Aguiar/g1
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G1
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