Nova resolução libera a venda de itens fabricados em 2026 que passaram em testes; proibição continua valendo para lotes antigos de detergentes, desinfetantes e lava-roupas
Letícia Sales Publicado em 22/06/2026, às 10h00
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afrouxou as restrições que pesavam sobre a marca Ypê e reduziu o alcance da suspensão que barrava a comercialização de seus produtos de limpeza. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (22), por meio de quatro novas resoluções que redefinem os critérios da punição anunciada originalmente no dia 15 de junho.
Com a atualização, o órgão regulador liberou as mercadorias fabricadas ao longo de 2026 que apresentaram resultados satisfatórios em recentes análises laboratoriais. Agora, o bloqueio de venda, distribuição e uso fica concentrado apenas em lotes mais antigos e específicos da fabricante Química Amparo.
A revisão do caso ocorreu após a empresa apresentar documentos e novos laudos técnicos. De acordo com a Anvisa, testes em laboratório comprovaram a qualidade dos lava-louças e desinfetantes produzidos entre janeiro e fevereiro de 2026, justificando a liberação desta fatia do mercado. Já no caso do lava-roupas líquido Tixan Ypê, a manutenção do bloqueio até os fabricados em março deste ano está atrelada ao andamento de um plano de mitigação de risco desenhado pela própria fabricante.
O que permanece proibido?
A fiscalização continuará retendo os produtos que se enquadrem estritamente nos seguintes critérios de fabricação:
A determinação original foi fruto de uma inspeção conjunta realizada pela vigilância sanitária federal, pelo estado de São Paulo e pelo município de Amparo (SP), onde fica a sede da indústria. Para a linha do lava-roupas líquido Tixan, a fabricante deverá conduzir um recolhimento voluntário dos vasilhames que ainda estiverem nos pontos de venda.
Para o consumidor final, a orientação prática é checar o número do lote e a data de fabricação carimbados na embalagem antes de efetuar a compra ou o uso em casa. Os itens que saíram das linhas de produção neste ano e não fazem parte dos lotes finais citados estão totalmente liberados para o consumo.