Agência sanitária revisou medidas adotadas desde maio e limitou suspensão a itens fabricados antes de março ou abril de 2026

Letícia Sales Publicado em 15/06/2026, às 09h21
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou neste domingo (15) uma nova resolução que atualiza as restrições aplicadas a produtos da Ypê fabricados na unidade de Amparo, no interior de São Paulo. A medida é resultado de um processo de fiscalização iniciado após a identificação de falhas em etapas do processo produtivo da empresa.
A investigação teve início entre os dias 27 e 30 de abril, quando uma inspeção conjunta realizada pela Anvisa, pelo Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP) e pela Vigilância Sanitária de Amparo apontou irregularidades consideradas críticas na linha de produção da fábrica.
Diante das constatações, a Anvisa publicou em 7 de maio a Resolução RE nº 1.834, determinando a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de 23 produtos líquidos da marca. A decisão também determinou o recolhimento de lotes específicos, identificados pelo número final "1", incluindo detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes.
No dia seguinte, a fabricante apresentou recurso administrativo contra a medida, o que suspendeu temporariamente os efeitos da decisão até a análise do caso pela Diretoria Colegiada da agência reguladora.
A avaliação do recurso, inicialmente prevista para 13 de maio, foi adiada para uma reunião extraordinária realizada dois dias depois. Em 15 de maio, a Diretoria Colegiada decidiu manter parte das restrições, restabelecendo a suspensão dos produtos dos lotes afetados enquanto a análise definitiva continuava.
Após uma nova vistoria na unidade industrial, realizada ao longo do mês, a Anvisa autorizou em 29 de maio a retomada da produção na fábrica de Amparo. A agência também liberou a comercialização e o uso dos produtos fabricados a partir de abril de 2026, mantendo sob restrição apenas os lotes mais antigos, produzidos até 31 de março daquele ano.
Com a publicação da Resolução RE nº 2.397, em 15 de junho, a Anvisa detalhou quais produtos continuam sujeitos à suspensão. A medida passou a atingir apenas itens fabricados antes de março ou abril de 2026, dependendo da categoria do produto, após a análise dos laudos técnicos apresentados pela empresa.
A decisão representa uma flexibilização das restrições iniciais, mas mantém o monitoramento sobre os lotes fabricados antes das correções implementadas pela companhia.
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