Agência reforça que, embora o alimento tenha compostos benéficos à saúde, não existe comprovação científica de que ele trate infecções bacterianas ou possa substituir medicamentos prescritos por profissionais.
Redação Publicado em 03/07/2026, às 10h57
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta sobre a circulação de informações falsas que apontam o alho como um suposto substituto de antibióticos no tratamento de infecções bacterianas. Segundo o órgão, não há qualquer evidência científica que comprove que o alimento seja capaz de combater infecções da mesma forma que medicamentos desenvolvidos especificamente para essa finalidade.
A manifestação ocorre após o aumento da divulgação de conteúdos nas redes sociais que classificam o alho como um "antibiótico natural", incentivando pessoas a abandonarem tratamentos médicos convencionais. Para a Anvisa, esse tipo de orientação representa um risco à saúde pública, pois pode atrasar o diagnóstico correto e agravar doenças que exigem tratamento adequado.
A agência explica que o alho realmente possui substâncias com propriedades benéficas ao organismo, como a alicina, associada a efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, imunomoduladores e cardioprotetores. No entanto, esses benefícios não significam que o alimento tenha ação comprovada contra infecções bacterianas capazes de substituir medicamentos prescritos.
Os antibióticos utilizados na prática clínica passam por anos de pesquisas, testes laboratoriais e estudos clínicos antes de receberem autorização para comercialização. Durante esse processo, são avaliados critérios rigorosos de qualidade, eficácia e segurança, garantindo que o medicamento seja capaz de combater bactérias específicas de forma controlada.
A Anvisa destaca que interromper ou substituir um tratamento antibiótico por receitas caseiras pode favorecer a evolução da infecção, aumentar o risco de complicações e até contribuir para problemas relacionados à resistência bacteriana quando os medicamentos são utilizados de forma inadequada.
Diante do avanço da desinformação em plataformas digitais, o órgão reforça que qualquer tratamento para infecções deve ser realizado com orientação médica e baseado em evidências científicas, evitando recomendações sem respaldo técnico compartilhadas na internet.