COLUNA

Quando a escuridão se levanta, acendemos a Luz

- Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Rav Sany Sonnenreich Publicado em 15/12/2025, às 08h14

Ontem de manhã (no Brasil e à noite na Austrália), o mundo voltou a presenciar a face cruel do ódio.
Durante uma celebração de Chanucá, em Sydney, um atentado covarde tirou vidas inocentes e feriu dezenas de pessoas famílias, crianças, homens e mulheres reunidos para celebrar a luz.

E justamente ontem mesmo, enquanto ainda chorávamos, iniciamos, 12 horas depois, aqui no Brasil, a Festa das Luzes.

É uma festividade em que o povo judeu relembra que mesmo quando tudo parece escuro, a chama da fé nunca se apaga.

Chanucá nasceu de uma vitória improvável quando poucos venceram muitos e o óleo, que parecia durar apenas um dia, iluminou por oito.

Essa história não é passado: ela é um espelho do presente.
Porque mais uma vez o mundo precisa dessa mesma luz a luz da emuná (fé ativa), da paz e da união.

O terrorismo é a tentativa das trevas de calar a esperança.
Mas cada vela acesa em Chanucá é uma declaração do contrário:

“Vocês não conseguirão apagar a luz que vem do Alto, de D’us.”

Hoje, em cada lar judaico, em cada janela que brilhar, estará uma mensagem:
A luz vence. Sempre!

Oremos pelas vítimas, pelas famílias enlutadas e por todos os que vivem sob o medo.
Mas também oremos para que nossa geração seja corajosa o suficiente para não se acostumar com o ódio, nem permitir que a fé seja silenciada.

Que de Sydney a Jerusalém, de São Paulo a Nova York, a chama de Chanucá se eleve lembrando que mesmo uma única vela pode iluminar milênios de escuridão.

Que a luz de Chanuká preencha o vazio do ódio e traga a paz em breve a todo o planeta, amén!

Rav Sany

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