Os núcleos 2 e 4 são acusados de ações para impedir a posse de Lula e disseminar fake news, respectivamente
William Oliveira Publicado em 24/07/2025, às 11h33
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta quinta-feira (24), aos interrogatórios dos réus dos núcleos 2 e 4 envolvidos na tentativa de golpe de Estado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, após as eleições de 2022. Os acusados, incluindo membros das Forças Armadas e aliados do ex-mandatário, estão sendo ouvidos em uma sessão virtual simultânea, iniciada às 9h.
Entre os réus estão oficiais da ativa e da reserva, além de figuras próximas a Bolsonaro, como Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os interrogatórios marcam uma fase avançada do processo penal no STF. O julgamento que definirá a condenação ou absolvição dos acusados está previsto para o segundo semestre. Os réus do núcleo 3 serão ouvidos na próxima segunda-feira (28).
Núcleo 2 — Acusações e réus
De acordo com denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os integrantes do núcleo 2 são acusados de atuar no "gerenciamento de ações" para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e manter Bolsonaro no poder.
Réus:
Núcleo 4 — Atividades criminosas
Segundo a PGR, os integrantes do núcleo 4 são acusados de disseminar fake news, promover ataques virtuais contra instituições e autoridades, e agir contra o processo eleitoral. A denúncia menciona a existência da chamada “Abin paralela”, uma estrutura clandestina de espionagem usada para monitorar adversários políticos e produzir dossiês com informações distorcidas.
Réus:
Todos respondem por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.