"Problema da economia não está nos estados, mas no governo federal", dispara governador de MT

Governador de Mato Grosso expressa preocupações sobre a proibição de zerar ICMS e critica a política fiscal do governo Lula

Mauro Mendes destaca que a inflação é resultado de uma política fiscal inadequada e desvalorização da moeda nacional. - Imagem: Divulgação / Governo do Estado de Mato Grosso

Marina Milani Publicado em 15/03/2025, às 12h53

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, manifestou publicamente suas preocupações em relação às recentes políticas econômicas implementadas pelo governo federal. Em particular, Mendes criticou a proposta que visa proibir os estados de zerar o ICMS sobre produtos da cesta básica, afirmando que tal medida não resolve os desafios econômicos que o Brasil enfrenta atualmente.

Durante sua análise, o governador salientou que em Mato Grosso muitos itens já estão isentos de alíquota e classificou as ações do governo Lula como inadequadas. Para Mendes, a inflação no país é resultado de uma política fiscal mal estruturada, juros elevados e a desvalorização da moeda nacional. Ele atribui essa desvalorização à crescente desconfiança na capacidade do governo em cumprir seus compromissos financeiros e manter a estabilidade econômica.

Mendes enfatizou que o foco do governo federal deveria estar em implementar medidas estruturais robustas, ao invés de adotar estratégias eleitoreiras ou transferir responsabilidades para os estados.

Em um contexto mais amplo, o governador participou recentemente de um leilão relacionado ao programa de concessões rodoviárias realizado na Bolsa de Valores de São Paulo. O leilão visa aprimorar a infraestrutura rodoviária do estado com um investimento estimado em quase 5 bilhões de reais. O contrato de concessão terá validade por 30 anos e abrangerá mais de 1.300 km de estradas. Mendes ressaltou a relevância desses investimentos para o agronegócio, um dos pilares econômicos de Mato Grosso, destacando que estradas adequadas são cruciais para garantir a competitividade do setor e melhorar as condições de vida da população, que depende dessas vias para serviços essenciais como transporte médico.

Durante o evento do leilão, dois trechos das rodovias não receberam propostas, uma situação que Mendes considerou previsível devido a falhas técnicas na modelagem dos projetos. Ele garantiu que ajustes seriam realizados nos próximos 30 dias para corrigir essas questões. As empresas vencedoras foram aquelas que apresentaram as tarifas de pedágio mais baixas, assegurando assim a viabilidade econômica das concessões.

Por fim, Mendes concluiu suas declarações reiterando a importância de uma abordagem estratégica e menos voltada para interesses políticos nas decisões relacionadas às políticas econômicas e de infraestrutura. Ele acredita firmemente que com as correções necessárias e uma orientação voltada para soluções sustentáveis no longo prazo, Mato Grosso poderá continuar seu crescimento e desenvolvimento, beneficiando tanto os setores produtivos quanto a sociedade como um todo.  

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