Durante convenção do PT em Campinas, Lula fez a declaração um dia após o Brasil negar vistos a representantes dos Estados Unidos que pretendiam discutir o sistema eleitoral brasileiro.
Ana Beatriz Silva Publicado em 25/07/2026, às 14h46
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado, 25 de julho, que o Brasil reagirá a eventuais tentativas de interferência estrangeira nas eleições presidenciais de 2026. A declaração foi feita durante a convenção estadual do Partido dos Trabalhadores, realizada em Campinas, no interior de São Paulo.
Em seu discurso, Lula disse que nenhum agente externo deve tentar influenciar a escolha dos brasileiros. O presidente declarou que o país é soberano e ressaltou que a definição dos próximos governantes cabe exclusivamente à população brasileira.
A fala ocorreu durante o evento que oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Márcio França, do PSB, foi confirmado como candidato a vice-governador, enquanto Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB, disputarão as duas vagas paulistas ao Senado. O encontro também contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin. nha citado nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ou o candidato presidencial Flávio Bolsonaro, Lula fez referência ao risco de influência estrangeira no processo eleitoral. O presidente afirmou que o destino do Brasil será decidido pelos eleitores e que ninguém de fora deve interferir na votação. foi feita um dia depois de o governo brasileiro negar pedidos de visto a dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Riley M. Barnes, secretário assistente do Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, subsecretário assistente, planejavam viajar ao Brasil para conversar com autoridades sobre o sistema eleitoral.
Segundo autoridades brasileiras ouvidas pela Reuters, a missão norte-americana pretendia colocar em dúvida a integridade do processo eleitoral brasileiro. O governo avaliou que a visita poderia representar uma tentativa de influenciar o ambiente político antes da eleição presidencial de outubro e decidiu impedir a entrada dos representantes no país. o de Estado dos Estados Unidos não havia se manifestado sobre a negativa dos vistos até a publicação das informações pela agência internacional. O plano da missão foi revelado inicialmente pelo jornal norte-americano The Washington Post e posteriormente confirmado pela Reuters. o acontece em meio ao aumento da tensão política entre os governos brasileiro e norte-americano e à retomada de questionamentos sobre as urnas eletrônicas. Flávio Bolsonaro voltou a mencionar o sistema eleitoral durante um encontro com diplomatas e pediu que outros países enviassem observadores para acompanhar o pleito.
No evento, o senador relacionou as urnas brasileiras à empresa Smartmatic. A companhia e o Tribunal Superior Eleitoral informaram à Reuters que a Smartmatic não fornece nem produziu as máquinas utilizadas nas eleições brasileiras. Flávio afirmou que não estava questionando a integridade do sistema de votação. curso em Campinas, Lula mencionou que 157 milhões de pessoas decidirão o futuro do país. O número oficial, no entanto, é superior. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, 158.745.463 brasileiros estão aptos a votar nas Eleições de 2026.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. Em comparação com as eleições de 2022, o eleitorado brasileiro cresceu aproximadamente 2,3 milhões de pessoas, uma alta de 1,46%. ar a soberania eleitoral, Lula utilizou a convenção para defender a chapa liderada por Haddad em São Paulo. O presidente elogiou a trajetória de seus aliados e apresentou o grupo como uma alternativa política para o maior colégio eleitoral do país.
A declaração sobre uma possível interferência externa deve ampliar o debate sobre soberania, relações diplomáticas e segurança eleitoral durante a campanha presidencial. O episódio também coloca a política externa no centro da disputa, especialmente diante da proximidade entre Flávio Bolsonaro e o governo Trump.