NACIONALISMO

Lula critica Eduardo Bolsonaro e reforça soberania nacional: “Uma das maiores traições”

Durante reunião, Lula acusou Eduardo Bolsonaro de buscar sanções em apoio ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, relacionado a uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo

William Oliveira Publicado em 26/08/2025, às 11h51

Nesta terça-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), manifestou seu descontentamento com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto. Lula acusou o parlamentar de “traição” à pátria ao buscar sanções internacionais que poderiam influenciar o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionado a uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022.

A reunião, que contou com ministros e representantes de estatais, foi convocada de forma emergencial após o governo enfrentar dificuldades no Congresso, incluindo a perda do comando da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Lula destacou a importância de seus ministros promoverem a defesa da soberania brasileira em suas comunicações.

“O que está acontecendo hoje no Brasil com a família do ex-presidente e o comportamento do filho dele nos Estados Unidos é uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus. Não existe nada que possa ser mais grave do que uma família inteira ter um cidadão custeado [fora] insuflando com mentiras e hipocrisias outro Estado contra o Estado nacional. Vamos ter que fazer isso, uma frente de batalha na política, não no governo, que o país seja respeitado”, declarou o presidente, pedindo que aliados atuem juntos para garantir o respeito à soberania nacional.

Lula também criticou a postura de cidadãos que se mudam para outro país e, ao mesmo tempo, incitam hostilidade contra sua nação natal. Durante o encontro, os participantes foram instruídos a usar bonés com a frase “O Brasil é dos brasileiros”, como símbolo de reforço ao discurso nacionalista.

O presidente criticou ainda tarifas impostas pelos Estados Unidos na administração de Donald Trump, afirmando que o ex-presidente americano age como se fosse “imperador do planeta Terra”. Lula enfatizou a disposição do governo em negociar, mas reforçou a necessidade de firmeza diante de ameaças externas.

Além disso, o presidente anunciou que seu vice, Geraldo Alckmin, fará uma visita ao México para formalizar novos acordos comerciais, acompanhado da ministra Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento.

Lula também expressou apoio ao ministro Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, cujo visto americano foi suspenso, classificando a ação como vergonhosa e inaceitável.

"Por conta do gesto irresponsável dos Estados Unidos de cassar o teu visto. Eu acho que eles estão deixando de receber uma personalidade da tua competência e capacidade. É vergonhoso para eles. Essas atitudes [das sanções em geral] são inaceitáveis", afirmou o líder do Executivo.

O presidente criticou elevados investimentos armamentistas da Europa, sugerindo que os recursos poderiam ser melhor utilizados no combate à fome e às mudanças climáticas. Ele ainda comentou sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia e os conflitos em Gaza, destacando a preocupação com mortes de civis.

Sinais recentes indicam que Lula se prepara para uma possível candidatura à reeleição em 2026. Apesar de um aumento lento na popularidade após a imposição de tarifas por Trump, pesquisas recentes apontam que a desaprovação ainda supera a aprovação de sua gestão. Entre os desafios políticos atuais está a perda do controle da CPMI do INSS para a oposição.

Lula jair bolsonaro Donald Trump Estados Unidos Eduardo Bolsonaro STF TRAIÇÃO pt TARIFAS SIMONE TEBET RICARDO LEWANDOWSKI REUNIÃO MINISTERIAL SOBERANIA GERALDO ALCKMIN Palácio do Planalto sanções internacionais PL-SP CPMI do INSS

Leia também