Lula amplia prazo para estados aderirem a programa que reduz preço do diesel

Novo decreto busca destravar adesões e garantir alcance nacional da medida emergencial

Pacote prevê subvenção temporária para aliviar pressão nos preços do combustível - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 24/04/2026, às 12h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prorrogou até 5 de maio o prazo para que estados e o Distrito Federal ingressem no programa federal criado para conter a alta do diesel no país. A decisão foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União publicada na quinta-feira (23). Antes, a data limite para adesão era 22 de abril.

A iniciativa prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro destinado a importadores do combustível, como forma de reduzir os impactos da disparada internacional do petróleo sobre o mercado brasileiro. O aumento dos preços foi impulsionado pela guerra no Oriente Médio, que elevou o custo do barril no mercado externo.

Segundo o governo, a prorrogação busca dar mais tempo aos estados que ainda analisavam a proposta, já que uma parcela demonstrou dúvidas jurídicas após interpretações de tribunais de contas locais de que seria necessária autorização prévia das assembleias legislativas. O novo decreto, no entanto, esclarece que a adesão pode ser feita sem aprovação de lei estadual.

A estimativa oficial é de que o pacote tenha custo de R$ 4 bilhões durante dois meses. Desse total, metade será bancada pela União e a outra metade ficará sob responsabilidade dos estados participantes.

Além da ajuda voltada ao diesel importado, o governo federal já mantém subsídios de R$ 0,32 por litro para o combustível trazido do exterior e de R$ 1,12 por litro para o diesel refinado no Brasil. Também segue em vigor a desoneração de tributos federais sobre diesel e biodiesel.

Outras medidas emergenciais foram anunciadas para tentar conter os reflexos da crise internacional. Entre elas estão subsídios para o gás de cozinha e para o querosene de aviação. O Planalto também encaminhou proposta ao Congresso para permitir o uso de receitas extraordinárias do petróleo na redução temporária de impostos sobre gasolina, etanol, diesel e biodiesel enquanto persistirem os efeitos do conflito externo.

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