Reunião marcada para o fim de julho, em Florianópolis, deve definir a composição da chapa do PL. Caso seja confirmada, deputada catarinense ampliará o protagonismo de Santa Catarina na disputa nacional.
Redação Publicado em 23/07/2026, às 10h24
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) desponta como a principal cotada para ocupar a vaga de vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República em 2026. A definição pode ocorrer na próxima sexta-feira (31), durante uma reunião política em Florianópolis.
O encontro reunirá o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), o presidenciável Flávio Bolsonaro e a própria deputada. A expectativa nos bastidores é de que a reunião seja decisiva para consolidar o acordo, às vésperas da convenção estadual do partido.
A possível escolha de Júlia Zanatta é vista como um movimento estratégico da campanha. Além de integrar uma das principais lideranças bolsonaristas do Sul do país, a parlamentar mantém forte identificação com a militância conservadora e pode ampliar o diálogo da chapa com o eleitorado feminino.
Nos bastidores, aliados avaliam que a presença da deputada também fortalece a participação de Santa Catarina no cenário político nacional, ampliando o peso do estado na composição da candidatura presidencial do PL.
O nome de Júlia ganhou ainda mais força após manifestações públicas de apoio feitas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que defendeu sua presença na chapa majoritária.
A movimentação ocorre em meio à reorganização das alianças da pré-campanha. O Progressistas (PP) deixou a base de apoio ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro, reduzindo as possibilidades de composição com partidos do Centrão.
Com isso, perdeu força a articulação que colocava a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como favorita à vaga de vice. A parlamentar recusou o convite para integrar a chapa, abrindo espaço para que o PL passasse a priorizar nomes da própria legenda.
Caso seja oficializada, Júlia Zanatta passará a integrar uma das principais apostas do partido para a disputa presidencial, reforçando a estratégia de ampliar a representatividade regional e consolidar a base eleitoral conservadora.