Forças israelenses divulgaram lista com 12 nomes e alegaram que atletas e um árbitro internacional tinham ligação com Hamas, Jihad Islâmica e outras facções. Entidades esportivas e organizações internacionais acompanham a repercussão das acusações.

Redação Publicado em 23/07/2026, às 10h36
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que um árbitro internacional e 11 jogadores de futebol mortos em Gaza eram membros de organizações terroristas, divulgando uma lista com seus nomes e funções nas estruturas militares do Hamas e da Jihad Islâmica Palestina.
Israel alega que esses indivíduos participaram de ataques contra seu território em outubro de 2023, e critica uma suposta campanha de desinformação que os retrata como civis, semelhante a casos envolvendo jornalistas e trabalhadores humanitários.
Até o momento, a Fifa não se manifestou sobre as acusações e não foram apresentadas provas públicas que sustentem as alegações israelenses, enquanto o conflito continua a impactar severamente a população civil e o esporte na região.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram nesta quarta-feira (23) que um árbitro internacional credenciado pela Fifa e 11 jogadores de futebol mortos durante ataques na Faixa de Gaza eram integrantes de organizações classificadas como terroristas pelo governo israelense.
A declaração foi acompanhada da divulgação de uma lista com 12 nomes e das supostas funções exercidas por cada um nas estruturas militares do Hamas, da Jihad Islâmica Palestina (JIP) e de outros grupos armados que atuam no território palestino.
Entre os nomes está o do árbitro internacional Mohammed Sami Muhammad Khattab, registrado pela Fifa e morto em fevereiro de 2024 durante um bombardeio em Gaza. Segundo Israel, ele integrava a Brigada dos Campos Centrais da Jihad Islâmica Palestina.
Na relação apresentada pelas autoridades israelenses também aparecem jogadores e treinadores que, de acordo com o Exército, ocupavam cargos como comandantes de pelotão, vice-comandantes de batalhão e combatentes ligados às alas militares das organizações.
Em nota, Israel afirmou que a divulgação da lista responde ao que classificou como uma "campanha de desinformação" destinada a apresentar integrantes de grupos armados apenas como profissionais civis. Segundo as IDF, situações semelhantes ocorreram durante o conflito envolvendo jornalistas, trabalhadores humanitários e outros profissionais que, segundo a inteligência israelense, também manteriam vínculos com organizações armadas.
O governo israelense sustenta que alguns dos nomes divulgados participaram diretamente dos ataques realizados em 7 de outubro de 2023 contra o território israelense, episódio que desencadeou a atual guerra na Faixa de Gaza.
Até o momento, não houve manifestação pública da Fifa sobre as acusações envolvendo o árbitro internacional citado por Israel. Também não foram divulgadas, nesta etapa, provas públicas que detalhem as informações de inteligência apresentadas pelas autoridades israelenses.
O conflito entre Israel e Hamas continua provocando forte impacto sobre a população civil e sobre o esporte na região. Desde o início da guerra, clubes, atletas, dirigentes esportivos e instalações esportivas foram atingidos pelas operações militares, ampliando o debate internacional sobre os efeitos do conflito no futebol palestino.
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